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Disputa por governadores e partidos: as alianças de Lula e Bolsonaro no 2º turno

Primeira semana da nova etapa da campanha intensificou busca por apoio para 30 de outubro

Disputa por governadores e partidos: as alianças de Lula e Bolsonaro no 2º turno
Lula e Bolsonaro
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Há uma semana os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) foram confirmados para o segundo turno presidencial em 30 de outubro. E as ações para garantir a liderança entre eleitores nesses pouco mais de 20 dias que antecedem as eleições foram intensificadas em uma ação semelhante entre os dois presidenciáveis: a busca por apoio de lideranças políticas. 

Lula conseguiu como aliados os outros dois candidatos ao Planalto mais bem colocados em 1º turno, Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT), respectivamente. Enquanto Bolsonaro lidera entre governadores, tendo apoio dos que atualmente estão no comando dos três maiores colégios eleitorais do país: Rodrigo Garcia (PSDB), em São Paulo; Cláudio Castro (PL), no Rio de Janeiro; e Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais. 

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Os nomes se somam ao de chefes de Executivos locais reeleitos e que estão ao lado do mandatário. Ao todo, Bolsonaro tem o apoio de nove governadores. Enquanto Lula é endossado por cinco. Do lado do presidente que tenta a reeleição ainda constam: Ibaneis Rocha (MDB, DF), Gladson Cameli (PP, Acre), Ronaldo Caiado (União, Goiás), Mauro Mendes (União, Mato Grosso), Ratinho Jr (PSD, Paraná) e Antonio Denarium (PP, Roraima). Juntos, eles somam 1,5 milhão de votos a mais do que Bolsonaro atingiu em primeiro turno -- quando alcançou 43,20% dos votos válidos. Caso consigam estender o apoio ao mandatário em votos, o presidente essa quantidade a mais do que teve no último domingo.

Do lado de Lula está a base aliada de governadores do PT, como Elmano Freitas, no Ceará, Rafael Fonteles, no Piauí, e Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte. O ex-presidente que ficou na liderança em primeiro turno, com 48,43% dos votos válidos, também ganhou como aliado o governador que mais recebeu votos proporcionais e foi reeleito em primeiro turno, Helder Barbalho (MDB), do Pará. O petista ainda conta com Carlos Brandão (PSB), do Maranhão.

Outros nomes de destaque no cenário político também anunciaram apoio a Lula ao longo desta semana, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e economistas que atuaram na elaboração do Plano Real, como Pedro Malan, Persio Arida, Edmar Bacha e Arminio Fraga. O tucano José Serra, que enfrentou Dilma Rousseff em 2010 e sempre teve postura de oposição ao PT, também disse apoiar o ex-metalúrgico.

Bolsonaro, por sua vez, ganhou força com a vitória de aliados no Congresso. As ex-ministras Damares Alves (Republicanos) e Tereza Cristina (PP), assim como deputadas eleitas, como Bia Kicis (PL-DF) e Carla Zambelli (PL-SP), têm atuado na intenção de aproximar o mandatário do eleitorado feminino. Bolsonaro ainda busca reforço no antipetismo, e ganha fôlego com o apoio do ex-ministro de seu governo Sergio Moro (União), principal nome da operação Lava Jato.

Neutralidade

Pesam também os nomes que optaram por se posicionar nem a favor, nem contra os dois candidatos. Ação tomada por diferentes partidos, como MDB, União Brasil e PSD, que liberaram seus membros para decidir como preferirem o apoio ao segundo turno. Há, ainda, quem aponte desilusão na possível vitória dos dois nomes e defenda o voto nulo. Como caso do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB), a candidata à vice na chapa de Tebet, senadora Mara Gabrilli, também tucana, e o candidato à Presidência Felipe d?Avila (Novo).

Novas buscas

Tanto Lula quanto Bolsonaro agora miram apoio de prefeitos. Neste domingo, o petista foi a Belo Horizonte, onde foi recebido pelo novo aliado, Fuad Noman (PSD), e pelo ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD), que também tem atuado na campanha petista. Articulações de aliados de Bolsonaro miram aproximação de prefeituras do interior de São Paulo -- pedido reforçado e com articulações em andamento pelo governador Rodrigo Garcia.

Paralelo ao novo movimento, ambos candidatos têm agido para tentar converter o eleitorado que não votou no último domingo. O número de abstenções recorde, que ultrapassou os 29 milhões de eleitores (20,95%), é o maior alvo dos dois candidatos. Neste domingo, Bolsonaro fez um apelo para que todos que não foram votar compareçam no próximo dia 30. Enquanto Lula, também hoje, anunciou intenção em angariar esses votos. Com um alto número de governadores eleitos em primeiro turno, 15 no total, o desafio é ainda maior, pela desmobilização nesses estados. Estratégias para abarcar esse grupo devem ficar melhor desenhadas nos próximos dias.

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