Eleições

Após racha no ES, presidente do PSB diz que vai esperar para falar com Lula

PT lançou pré-candidatura de Fabiano Contarato no estado onde Renato Casagrande, do PSB, disputa reeleição

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Roseann Kennedy 
Carlos Siqueira

Carlos Siqueira

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O presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou nesta segunda (21.fev) ao SBT News que "vai esperar a poeira baixar" para discutir com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a mais recente contenda que envolve PSB e PT na composição dos palanques estaduais: a disputa pelo governo do Espírito Santo. 

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O PSB tem o atual governador Renato Casagrande como candidato à reeleição, mas no fim de semana o PT também decidiu apresentar um candidato, o senador Fabiano Contarato. A situação provocou mais um mal-estar entre as siglas, que têm discutido a possibilidade de formar uma federação partidária. 

"Casagrande não desistirá, mas eu ainda aposto que o PT o apoiará", afirmou Siqueira. Segundo ele, esse episódio também não vai encerrar as converas sobre a formação de uma federação. 

"A discussão da federação corre em paralelo e depende mais da aceitação das regras que a disciplinará do que das coligações estaduais, ainda que estas tenham repercussão sobre o tema", considerou. 

A composição dos palanques estaduais tem dificultado a união de PT e PSB numa federação. Além do palanque no Espírito Santo, os dois partidos também não se entendem sobre quem abriria mão das candidaturas em estados como São Paulo e Paraíba e as conversas sobre a junção das duas legendas esfriaram nas últimas semanas.

A queixa maior do PSB é de falta de reciprocidade petista nas composições estaduais. O que ficou claro, por exemplo, nesta mensagem postada por Siqueira em janeiro: "O PSB vai apoiar candidatos petistas na BA, SE, PI e RN. Temos palanque a oferecer no MA e AL. Há que se ter reciprocidade na construção da unidade política. Vamos iniciar com o PT uma rodada de reuniões nos Estados para aprofundar o debate sobre os nomes aos governos estaduais".

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