Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Isso passa quase que obrigatoriamente pelos títulos públicos de longo prazo, como o Tesouro IPCA+ 2040 e 2050, além dos Prefixados para 2031 e 2032. Esses papéis são interessantes para quem quer ganhar na chamada marcação a mercado, já que, com a queda dos juros, o preço desses títulos tende a subir, entregando rentabilidade.
As oportunidades aparecem especialmente quando as taxas dos prefixados ficam acima de 12% ao ano e os papéis indexados à inflação pagam IPCA + 6,5% ou mais. Nesses níveis, o investidor consegue não só uma remuneração atraente no longo prazo, como também a possibilidade de ganhos relevantes caso o cenário de juros melhore ao longo de 2026.
"Esses posicionamentos garantiriam, de certa forma, uma rentabilidade acima do CDI, justamente porque há uma relação inversa entre preço do título e choques nas taxas de juros", segundo o head de renda fixa da Suno Research, Guilherme Almeida. "Então, esse é um bom posicionamento."
Os títulos atrelados à inflação e prefixados, todavia, tendem a oscilar mais em ano eleitoral, como o de 2026, apesar de serem um dos preferidos para bater o CDI, na análise da sócia-fundadora da Nord Investimentos, Marília Fontes, a qual reforça que "o investidor precisa estar preparado para a volatilidade desses papéis".
"Gosto dos títulos com componentes prefixados do Tesouro Direto, que possuem liquidez diária e são flexíveis para vender a qualquer momento. Acho a melhor estratégia atualmente", explica a sócia-fundadora da Nord Investimentos, Marília Fontes.
Outra rota para tentar superar o indicador de forma constante são os títulos de crédito privado. No entanto, os ganhos extras (spreads) estão bem baixos, de acordo com Fontes. É necessário, então, que o investidor analise o seu perfil de risco, a fim de averiguar qual o melhor caminho a seguir, considerando, ainda, eventuais benefícios fiscais.
Dentro da renda fixa, os analistas olham, especificamente, para debêntures incentivadas, Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). Para Fontes, escolher bons papéis de crédito privado pode ajudar a bater o CDI, mas é preciso ponderar sobre o retorno.
Os especialistas recomendam priorizar emissões de empresas com rating elevado — preferencialmente AA ou AAA — e com remunerações mínimas em torno de IPCA + 6,5% ao ano. Setores como energia elétrica, saneamento, rodovias e telecomunicações tendem a oferecer melhor relação risco-retorno dentro das debêntures incentivadas.
No caso dos CRIs e CRAs, a recomendação é buscar estruturas pulverizadas ou lastreadas em grandes companhias, evitando operações muito concentradas ou com garantias frágeis. Prazos entre cinco e oito anos costumam ser apontados como os mais equilibrados para quem deseja rendimento superior ao CDI sem assumir risco excessivo.
Para quem não abre mão dos títulos bancários, é possível encontrar boas taxas em instituições de menor porte, sendo comum achar remunerações que variam entre 110% e 120% do CDI, segundo Almeida, justamente porque esses bancos têm menor estrutura e "precisam pagar mais para atrair recurso financeiro".
Essas taxas costumam aparecer principalmente em CDBs com vencimentos entre dois e quatro anos e sem liquidez diária. Para prazos mais curtos, a remuneração tende a ser menor. Por isso, o investidor precisa alinhar a busca por retorno com a necessidade de disponibilidade do dinheiro.
Almeida alerta que o investidor não deve se amparar apenas no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no caso de problemas como o do Banco Master, sendo fundamental uma "análise profunda do emissor do crédito bancário"para evitar sustos. Para Almeida, o crédito privado isento é uma das primeiras opções para bater o CDI.
O head da Suno exemplifica que, enquanto um Certificado de Depósito Bancário (CDB) tributado pode entregar um retorno líquido próximo a 10,6%, uma debênture incentivada ou um CRI que pague IPCA + 7% pode render cerca de 11,3% ou 11,4%, já livre de impostos.
Já os fundos de infraestrutura (FII-Infra) surgem como uma alternativa para quem busca isenção e gestão profissional, na visão dos analistas. "O investidor tem isenção tanto no ganho de capital, na venda da cota com lucro, como no recebimento dos rendimentos", segundo Almeida.
Prioridade à qualidade do crédito e gestão ativa
No entanto, isso tudo exige cautela com quem está pegando o dinheiro emprestado. O economista e especialista em fundos e previdência do Sistema Ailos, Sérgio Samuel dos Santos, sugere que o investidor foque em estratégias "high grade" — aquelas que priorizam a qualidade do crédito com grandes empresas e com saúde financeira em dia.
Santos pondera que, após quatro anos de juros em dois dígitos, o risco para empresas menores aumentou, e "grandes empresas foram capazes de se adaptar a esse cenário captando via mercado a taxas mais baixas". Por isso, bater o CDI exige uma seleção criteriosa, garimpada com um nível de risco coerente.
"A armadilha que o investidor precisa cuidar é de não apenas olhar para o retorno e para as taxas que aparentam oportunidade, mas olhar também para os riscos", diz Santos.
Fontes afirma preferir a gestão ativa na renda fixa para bater o CDI de maneira consistente e robusta, em vez de apenas comprar papéis isolados. Fica claro, assim, que 2026 ainda oferece espaço para ganhos acima do indicador, mas dentro de um cenário que tende a exigir escolhas mais técnicas e seletivas.
Veja opções para ganhar acima do CDI na renda fixa em 2026Títulos atrelados à inflação e prefixados, bem como opções de crédito privado, estão entre os favoritos para bater o CDIEconomia2026-02-05T11:30:13.267ZPara quem está de olho em 2026 e quer ver o patrimônio crescer rápido, o caminho está bem desenhado em ativos específicos. Afinal, Especialistas indicam onde capturar oportunidades. Isso passa quase que obrigatoriamente pelos títulos públicos de longo prazo, como o Tesouro IPCA+ 2040 e 2050, além dos Prefixados para 2031 e 2032. Esses papéis são interessantes para quem quer ganhar na chamada marcação a mercado, já que, com a queda dos juros, o preço desses títulos tende a subir, entregando rentabilidade. As oportunidades aparecem especialmente quando as taxas dos prefixados ficam acima de 12% ao ano e os papéis indexados à inflação pagam IPCA + 6,5% ou mais. Nesses níveis, o investidor consegue não só uma remuneração atraente no longo prazo, como também a possibilidade de ganhos relevantes caso o cenário de juros melhore ao longo de 2026. "Esses posicionamentos garantiriam, de certa forma, uma rentabilidade acima do CDI, justamente porque há uma relação inversa entre preço do título e choques nas taxas de juros", segundo o head de renda fixa da Suno Research, Guilherme Almeida. "Então, esse é um bom posicionamento." Volatilidade exige preparo do investidor Os títulos atrelados à inflação e prefixados, todavia, tendem a oscilar mais em ano eleitoral, como o de 2026, apesar de serem um dos preferidos para bater o CDI, na análise da sócia-fundadora da Nord Investimentos, Marília Fontes, a qual reforça que "o investidor precisa estar preparado para a volatilidade desses papéis". "Gosto dos títulos com componentes prefixados do Tesouro Direto, que possuem liquidez diária e são flexíveis para vender a qualquer momento. Acho a melhor estratégia atualmente", explica a sócia-fundadora da Nord Investimentos, Marília Fontes. Crédito privado: oportunidade com cautela Outra rota para tentar superar o indicador de forma constante são os títulos de crédito privado. No entanto, os ganhos extras (spreads) estão bem baixos, de acordo com Fontes. É necessário, então, que o investidor analise o seu perfil de risco, a fim de averiguar qual o melhor caminho a seguir, considerando, ainda, eventuais benefícios fiscais. Dentro da renda fixa, os analistas olham, especificamente, para debêntures incentivadas, Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). Para Fontes, escolher bons papéis de crédito privado pode ajudar a bater o CDI, mas é preciso ponderar sobre o retorno. Os especialistas recomendam priorizar emissões de empresas com rating elevado — preferencialmente AA ou AAA — e com remunerações mínimas em torno de IPCA + 6,5% ao ano. Setores como energia elétrica, saneamento, rodovias e telecomunicações tendem a oferecer melhor relação risco-retorno dentro das debêntures incentivadas. No caso dos CRIs e CRAs, a recomendação é buscar estruturas pulverizadas ou lastreadas em grandes companhias, evitando operações muito concentradas ou com garantias frágeis. Prazos entre cinco e oito anos costumam ser apontados como os mais equilibrados para quem deseja rendimento superior ao CDI sem assumir risco excessivo. CDBs de bancos menores e FII-Infra Para quem não abre mão dos títulos bancários, é possível encontrar boas taxas em instituições de menor porte, sendo comum achar remunerações que variam entre 110% e 120% do CDI, segundo Almeida, justamente porque esses bancos têm menor estrutura e "precisam pagar mais para atrair recurso financeiro". Essas taxas costumam aparecer principalmente em CDBs com vencimentos entre dois e quatro anos e sem liquidez diária. Para prazos mais curtos, a remuneração tende a ser menor. Por isso, o investidor precisa alinhar a busca por retorno com a necessidade de disponibilidade do dinheiro. Almeida alerta que o investidor não deve se amparar apenas no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no caso de problemas como o do Banco Master, sendo fundamental uma "análise profunda do emissor do crédito bancário" para evitar sustos. Para Almeida, o crédito privado isento é uma das primeiras opções para bater o CDI. O head da Suno exemplifica que, enquanto um Certificado de Depósito Bancário (CDB) tributado pode entregar um retorno líquido próximo a 10,6%, uma debênture incentivada ou um CRI que pague IPCA + 7% pode render cerca de 11,3% ou 11,4%, já livre de impostos. Já os fundos de infraestrutura (FII-Infra) surgem como uma alternativa para quem busca isenção e gestão profissional, na visão dos analistas. "O investidor tem isenção tanto no ganho de capital, na venda da cota com lucro, como no recebimento dos rendimentos", segundo Almeida. Prioridade à qualidade do crédito e gestão ativa No entanto, isso tudo exige cautela com quem está pegando o dinheiro emprestado. O economista e especialista em fundos e previdência do Sistema Ailos, Sérgio Samuel dos Santos, sugere que o investidor foque em estratégias "high grade" — aquelas que priorizam a qualidade do crédito com grandes empresas e com saúde financeira em dia. Santos pondera que, após quatro anos de juros em dois dígitos, o risco para empresas menores aumentou, e "grandes empresas foram capazes de se adaptar a esse cenário captando via mercado a taxas mais baixas". Por isso, bater o CDI exige uma seleção criteriosa, garimpada com um nível de risco coerente. "A armadilha que o investidor precisa cuidar é de não apenas olhar para o retorno e para as taxas que aparentam oportunidade, mas olhar também para os riscos", diz Santos. Fontes afirma preferir a gestão ativa na renda fixa para bater o CDI de maneira consistente e robusta, em vez de apenas comprar papéis isolados. Fica claro, assim, que 2026 ainda oferece espaço para ganhos acima do indicador, mas dentro de um cenário que tende a exigir escolhas mais técnicas e seletivas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/veja-opcoes-para-ganhar-acima-do-cdi-na-renda-fixa-em-2026
Campanha de Flávio vê saldo positivo em vídeo de Michelle
Monitoramento feito com base bolsonarista pela pré-campanha de Flávio indicou saldo positivo para o senador. Vídeo de Michelle é apontado como “traição”
Lula diz que enviará Múcio à Venezuela na próxima semana
Presidente pediu um minuto de silêncio por mortos e feridos durante cerimônia da Marinha em Santa Catarina e disse que país precisa investir mais em defesa