Economia

Fluxo estrangeiro bate R$ 25 bilhões em janeiro e iguala marca de 2025

Preferência por ações brasileiras marca mudança no padrão de alocação no início do ano

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Ibovespa | Divulgação/B3

A entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira em janeiro, até a última quinta-feira (29), superou as saídas em R$ 25,32 bilhões. O saldo é resultado do ingresso de R$ 397,44 bilhões no período e R$ 372,1 bilhões em retiradas. O número também é muito próximo do fluxo de todo o ano de 2025, que ficou em R$ 25,47 bilhões. O fluxo ficou negativo em apenas dois dias no mês.

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A injeção de capital gringo no mercado acionário brasileiro contribuiu com o desempenho do Ibovespa, que registrou alta de 12,56% e teve o terceiro melhor janeiro da história. Desde novembro de 2020, ou seja, há mais de cinco anos, o índice não subia tanto no primeiro mês do ano.

Levantamento da consultoria Elos Ayta, feito por Einar Rivero, mostrou que a bolsa foi o melhor investimento dentre 13 classes de ativos analisadas. "Trata-se não apenas de uma forte valorização pontual, mas de um sinal claro de reorganização dos fluxos de capital no Brasil", diz o texto que acompanha o estudo.

Mesmo o ouro, que se consolidou nos últimos meses como investimento de proteção, não conseguiu superar a bolsa, sobretudo por conta da forte queda que registrou na virada do mês. Ainda assim, o metal ficou em segundo lugar no ranking da Elos Ayta, com retorno de 11,97%.

"O dado chama atenção porque ocorre em um ambiente no qual, historicamente, janeiro costuma ser um mês mais favorável a ativos defensivos ou atrelados ao câmbio. Em 2026, o roteiro foi outro: o risco doméstico foi remunerado", avalia Rivero.

Para ele, os números apontam para uma preferência por ativos de risco doméstico em vez da preferência por proteção cambial.

"A combinação de bolsa forte, ouro ainda resiliente e câmbio em queda sugere que o investidor não está simplesmente assumindo mais risco, está selecionando melhor onde correr esse risco", conclui o estudo.

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