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Lula apoia candidatura de Bachelet para liderar a ONU: "Hora de ser comandada por uma mulher"

Brasil, Chile e México lançam ex-presidente chilena como candidata ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas

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Lula e Michelle Bachelet | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou nesta segunda-feira (2) apoio do Brasil à candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em publicação na rede social X (ex-Twitter), o mandatário afirmou que "em oito décadas de história, é hora de a organização finalmente ser comandada por uma mulher". A liderança do órgão é atualmente exercida pelo português António Guterres, que encerra segundo mandato em 31 de dezembro.

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No post, o presidente destacou a trajetória de Bachelet, que, segundo ele, é "marcada pelo pioneirismo". Ela foi a primeira mulher a presidir o Chile, por dois mandatos, e também a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde no país.

No âmbito das Nações Unidas, Lula disse que Bachelet teve papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, atuando como a primeira diretora-executiva do órgão e ampliando institucionalmente a agenda da igualdade de gênero.

Como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Bachelet, segundo Lula, "trabalhou para proteger os mais vulneráveis, avançar no reconhecimento do direito humano a um meio ambiente limpo, saudável e sustentável e dar voz a quem mais precisa ser ouvido".

O presidente brasileiro concluiu a publicação afirmando que a experiência de Bachelet nas Nações Unidas, aliada ao compromisso com o multilateralismo, a credencia para conduzir a organização diante de desafios como conflitos internacionais, desigualdades e retrocessos democráticos.

A candidatura também foi comemorada pelo presidente do Chile, Gabriel Boric. "Hoje o Estado do Chile, junto com o Brasil e o México, tem a honra e o orgulho de oficializar a inscrição da candidatura de Michelle Bachelet Jeria à Secretaria-Geral das Nações Unidas", escreveu.

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