Operação conjunta da Polícia Civil prende 16 suspeitos acusados de golpe do falso advogado
Segundo a polícia o grupo agia em pelo menos 11 estados


Pedro Canguçu
A Polícia Civil de São Paulo e do Distrito Federal deflagraram, na manhã desta quinta-feira (19), a operação Falso Advogado e prendeu 16 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em aplicar golpes em vítimas de todo o país.
Ao todo, foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 20 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão. Até o momento, 24 mandados de busca já foram cumpridos. As ações ocorrem em São Paulo capital e em Praia Grande, no litoral do estado.
Segundo a investigação, o grupo obtinha ilegalmente credenciais de advogados para acessar processos judiciais eletrônicos e coletar dados das partes envolvidas. Com essas informações, os criminosos se passavam por advogados e solicitavam pagamentos às vítimas, sob a justificativa de taxas necessárias para a liberação de valores judiciais.
A investigação identificou uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções que incluíam a obtenção de dados, o contato com as vítimas por aplicativos de mensagem e ligações, além da coleta e lavagem dos valores obtidos.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava em São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Distrito Federal, Acre, Alagoas, Ceará e Roraima.
A Justiça também determinou o bloqueio de contas e o sequestro de bens dos investigados, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro da organização. Os suspeitos podem responder por estelionato qualificado por meio eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 26 anos de prisão.









