Polícia

Clínica de neurodesenvolvimento na Baixada Santista é investigada por fraudes a planos de saúde

Proprietários e funcionários do Instituto Almai são alvos de apuração que envolve estelionato, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro

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Foto: Reprodução | Instituto Almai
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O Instituto de Neurodesenvolvimento Infantil (Almai), clínica especializada no atendimento a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), está sob investigação da Polícia Civil de São Paulo por suspeita de irregularidades e fraudes contra operadoras de planos de saúde na Baixada Santista.

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Entre os crimes sob apuração estão lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsificação de documentos públicos e privados, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas da Administração Pública e crimes contra a ordem tributária. A investigação calcula que houve um prejuízo de cerca de R$20 milhões ao Sistema de Saúde Suplementar.

Mais de 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em unidades da clínica em Santos e Praia Grande, além de residências dos proprietários, Gustavo Silva Muniz e Polyanna Ribeiro de Oliveira Muniz, considerados alvos centrais da investigação, e funcionários. Computadores, celulares, pendrives, carimbos médicos, documentos e outros materiais foram recolhidos para perícia.

Em vídeo, Polyanna comentou que, nos últimos dias, a família e a clínica passaram por “um ataque muito duro, baseados em denúncias falsas, distorções e calúnias”. Ela afirmou estar tranquila quanto à integridade do trabalho da instituição, destacando que o Almai sempre atuou “com ética, seriedade e profundo respeito pelas crianças, pelas famílias e pelos profissionais”.

A empresária acrescentou ainda que seguem “firmes, olhando para frente, sustentados pela verdade e pelo bem que construímos todos os dias”, e ressaltou que "a verdade sempre vai encontrar o seu caminho".

O SBT News entrou em contato com as defesas dos citados e aguarda um retorno.

Sobre a denúncia

A apuração começou a partir de denúncia anônima enviada por uma operadora, acompanhada de documentos e gravações. Entre as práticas irregulares estão:

  • fraudes em convênios, com registro de horas de atendimento superiores às efetivamente realizadas;
  • atuação de profissionais com diplomas falsificados para obter credenciamento junto a planos de saúde;
  • atendimento simultâneo de várias crianças;
  • e trocas de terapias sem respaldo legal.

Outras irregularidades incluem:

  • orientação a famílias para fornecer logins e senhas de aplicativos de beneficiários, permitindo que a clínica gerenciasse autorizações e solicitações;
  • armazenamento irregular de dados de pacientes;
  • oferecimento de incentivos financeiros para aumentar o número de atendimentos;
  • ampliação da carga horária sem respaldo médico;
  • estratégias de faturamento fraudulentas, como cobrar por sessões não realizadas e burlar sistemas de biometria facial.

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