"Tarifaço" dos EUA pode favorecer ampliação de negócios do Brasil com a China, diz ministro
"Afronta do governo americano e o protecionismo aumentam a necessidade de fortalecer nossas relações", avalia Carlos Fávaro
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Beto Lima
17/04/2025, 16:12 • Atualizado em 17/04/2025, 16:18
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Fávaro destacou que protecionismo norte-americano reforça necessidade de cooperação entre países do Brics | Divulgação/Isabela Castilho/Brics Brasil
O "tarifaço" imposto pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos agrícolaspode abrir espaço para o Brasil consolidar posição como fornecedor estratégico no mercado global e favorecer ampliação de negócios com a China, na visão do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
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Em reunião ministerial do Grupo de Trabalho de Agricultura do Brics, realizada nesta quinta-feira (17) no Palácio do Itamaraty, Fávaro destacou que o protecionismo norte-americano reforça a necessidade de cooperação entre os países do bloco e fortalece competitividade brasileira no setor agropecuário.
O evento, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reuniu representantes de diversas pastas, incluindo Fernanda Machiaveli, secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e Eduardo Sfoglia, chefe de assessoria internacional do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
O principal objetivo foi a formulação de uma declaração ministerial voltada para enfrentar os desafios agrícolas e aprofundar a cooperação entre os países membros do Brics.
Espaço para o Brasil "expandir" participação nas exportações para a China, acredita Fávaro
Em coletiva de imprensa, Fávaro destacou o papel do Brasil no mercado internacional, mencionando que "70% das aves consumidas no Japão são brasileiras" e que o país está prestes a receber o selo de país livre da febre aftosa.
Ele reforçou a importância da união dentro do bloco, afirmando que "54% da população mundial está representada pelos Brics" e que a "afronta do governo americano e o protecionismo aumentam a necessidade de fortalecer nossas relações".
O ministro também abordou os avanços nas negociações com a China, ressaltando a habilitação de exportações e a oportunidade que o Brasil tem de ocupar mercados estratégicos, especialmente após a suspensão de 300 frigoríficos nos Estados Unidos. "A China deve avançar na compra de suínos e frangos, o que abre espaço para o Brasil expandir sua participação", afirmou.
Além disso, Fávaro anunciou o lançamento do Programa Nacional de Rastreabilidade, incluindo a carteira de vacinação dos animais, uma iniciativa que será apresentada na COP30, e a plataforma BR + Sustentável, visando conquistar mercados exigentes.
Ele também enfatizou a relevância do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) como fonte de financiamento para a agricultura nos países do Brics e defendeu o fortalecimento do multilateralismo.
Sobre as tarifas impostas pelos EUA, o ministro foi taxativo: "Quem vai pagar a conta é a população norte-americana. Os produtos estão sendo taxados, e isso impactará diretamente no bolso dos consumidores nos Estados Unidos".
"Tarifaço" dos EUA pode favorecer ampliação de negócios do Brasil com a China, diz ministro"Afronta do governo americano e o protecionismo aumentam a necessidade de fortalecer nossas relações", avalia Carlos FávaroEconomia2025-04-17T16:12:46.467ZO "tarifaço" imposto pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos agrícolas pode abrir espaço para o Brasil consolidar posição como fornecedor estratégico no mercado global e favorecer ampliação de negócios com a China, na visão do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Em reunião ministerial do Grupo de Trabalho de Agricultura do Brics, realizada nesta quinta-feira (17) no Palácio do Itamaraty, Fávaro destacou que o protecionismo norte-americano reforça a necessidade de cooperação entre os países do bloco e fortalece competitividade brasileira no setor agropecuário. O evento, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reuniu representantes de diversas pastas, incluindo Fernanda Machiaveli, secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e Eduardo Sfoglia, chefe de assessoria internacional do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). O principal objetivo foi a formulação de uma declaração ministerial voltada para enfrentar os desafios agrícolas e aprofundar a cooperação entre os países membros do Brics. Espaço para o Brasil "expandir" participação nas exportações para a China, acredita Fávaro Em coletiva de imprensa, Fávaro destacou o papel do Brasil no mercado internacional, mencionando que "70% das aves consumidas no Japão são brasileiras" e que o país está prestes a receber o selo de país livre da febre aftosa. Ele reforçou a importância da união dentro do bloco, afirmando que "54% da população mundial está representada pelos Brics" e que a "afronta do governo americano e o protecionismo aumentam a necessidade de fortalecer nossas relações". O ministro também abordou os avanços nas negociações com a China, ressaltando a habilitação de exportações e a oportunidade que o Brasil tem de ocupar mercados estratégicos, especialmente após a suspensão de 300 frigoríficos nos Estados Unidos. "A China deve avançar na compra de suínos e frangos, o que abre espaço para o Brasil expandir sua participação", afirmou. Além disso, Fávaro anunciou o lançamento do Programa Nacional de Rastreabilidade, incluindo a carteira de vacinação dos animais, uma iniciativa que será apresentada na COP30, e a plataforma BR + Sustentável, visando conquistar mercados exigentes. Ele também enfatizou a relevância do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) como fonte de financiamento para a agricultura nos países do Brics e defendeu o fortalecimento do multilateralismo. Sobre as tarifas impostas pelos EUA, o ministro foi taxativo: "Quem vai pagar a conta é a população norte-americana. Os produtos estão sendo taxados, e isso impactará diretamente no bolso dos consumidores nos Estados Unidos". São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/tarifaco-dos-eua-pode-favorecer-ampliacao-de-negocios-do-brasil-com-a-china-diz-ministro
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