Economia

Se houver alteração de curso, Banco Central não terá problema em subir ou ajustar Selic, diz diretor

Nilton José David afirma que, "neste cenário de incerteza", atuação "da política monetária que se requer é algo mais restritivo do que se teria em outros casos"

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Reuters
09/10/2025, 13:35 • Atualizado em 09/10/2025, 13:36
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Sede do Banco Central (BC), em Brasília | Divulgação/Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Sede do Banco Central (BC), em Brasília | Divulgação/Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O diretor de Política Monetária​ do Banco Central (BC), Nilton José David, afirmou nesta quinta-feira (9) que a instituição não terá "nenhum problema" em subir novamente a Selic, taxa básica de juros, se necessário, mas reiterou a mensagem de manutenção da taxa básica em 15% por um período prolongado.

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Em participação em evento da Câmara Espanhola, em São Paulo, David afirmou que o ciclo de política monetária atual está diferente de outros ciclos, citando o nível de incerteza "bastante maior".

"Neste cenário de incerteza, a condução da política monetária que se requer é algo mais restritivo do que se teria em outros casos", pontuou David, acrescentando: "Se houver alguma alteração do curso, não teremos nenhum problema em ou subir, ou ajustar."

David afirmou ainda que a decisão tomada pelo BC de interromper as elevações da Selic demanda um período mais prolongado de estabilidade da taxa básica, para que a inflação seja trazido à meta.

O centro da meta contínua de inflação do Banco Central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Na manhã desta quinta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, o índice oficial de inflação, subiu 0,48% em setembro, abaixo do 0,52% projetado por economistas consultados pela Reuters. Em 12 meses até setembro a inflação atingiu 5,17%, ante projeção de 5,22%.

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