Economia

Renan Filho diz que problemas de abastecimento de diesel se dão por especulação do mercado

Ministro dos Transportes afirmou que o governo está combatendo a prática e defendeu a proposta de isenção do ICMS

Imagem da noticia Renan Filho diz que problemas de abastecimento de diesel se dão por especulação do mercado
Renan Filho, ministro dos Transportes | Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro dos Transportes, Renan Filho, disse nesta terça-feira (24) que a escassez no fornecimento de diesel em regiões do país se dá pela "especulação" do mercado e que esse é um "problema internacional" como impacto da guerra no Oriente Médio. Segundo ele, o governo está combatendo a prática para normalizar o abastecimento.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover
"O motivo [para a escassez] é muito simples. Quando o diesel sobe muito de preço e tem perspectiva de subir mais, aqueles que vendem desejam aguardar a subida do preço para ganhar mais dinheiro. É especulação. É assim que o mercado sempre age", declarou Renan Filho no programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov.

O ministro explicou que essa especulação provoca maiores gargalos nas pontas do sistema, como o Rio Grande do Sul e a região amazônica.

Ele também comparou a escassez com a falta de máscaras à venda na época da pandemia de covid-19. Disse que, à época, os comerciantes retinham os estoques para vender por um valor maior.

"O sujeito está especulando com o diesel para ganhar mais dinheiro. Isso não é aceitável. O mercado sempre busca maior lucro para ele, mas o lucro não pode prejudicar a qualidade de vida das pessoas", explicou.

Proposta de isenção do ICMS

Renan Filho rebateu as críticas do novo governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), sobre a proposta do governo federal para que os estados isentem a cobrança do ICMS sobre os combustíveis até o fim de maio. As unidades federativas são contrárias à medida e Simões classificou a ideia como "estúpida".

O ministro disse que o governador mineiro "não tem muita familiaridade com o que está acontecendo" e explicou que o Executivo não vai impor a medida. Contudo, ressaltou sua importância. Segundo ele, os governos estaduais deveriam propor outras maneiras de mitigar a alta dos preços dos combustíveis e deixar de se escorar no argumento da perda de arrecadação.

Renan aproveitou para criticar novamente o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse que Lula preza pelo diálogo, enquanto seu antecessor atravessou a soberania dos estados.

"Os maiores tributos dos combustíveis são dos estados. Eu falo isso porque eu já fui governador duas vezes. O que o presidente está dizendo é: 'Olha, não vou impor nada igual ao que o Bolsonaro fez'. Bolsonaro aprovou uma lei no Congresso tratando de tributo estadual, isso não pode, isso sim é estupidez, é intolerância", declarou.

Últimas Notícias