Economia

PicPay quebra jejum de estreias de empresas brasileiras na bolsa

Ações da fintech estreiam esta quinta-feira (29), na Nasdaq; seca de IPOs na B3 continua

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PicPay | Divulgação

Pagar por uma compra usando apenas o smartphone é algo cotidiano hoje em dia. Mas não era assim na época em que o PicPay surgiu. O ano era 2012, os celulares tinham pouco recursos e as formas mais populares de transferir dinheiro entre pessoas eram TEDs e DOCs.

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Seis sócios se juntaram para colocar de pé um negócio que viabilizasse as transferências conhecidas como peer to peer. Foi como o PicPay surgiu. E, hoje, quase 14 anos depois, a empresa de Vitória, no Espírito Santo, estampa seu nome nos painéis da Nasdaq, em Nova York, junto a gigantes de tecnologia e companhias mais valiosas do mundo.

O PicPay não é mais aquele do começo. Evoluiu de uma mera carteira digital para um banco múltiplo com uma base de pelo menos 42 milhões de clientes ativos, segundo os últimos dados disponibilizados pela companhia, referentes ao terceiro trimestre de 2025. A J&F foi uma das primeiras a enxergar valor na tese e comprou o controle da empresa em 2019. Agora, o investidor de bolsa mostra ter visão semelhante: a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) saiu no topo da precificação, a US$ 19.

Quando a campainha da Nasdaq tocar, o PicPay se torna uma companhia pública avaliada em US$ 500 milhões (ou R$ 2,6 bilhões na atual cotação do dólar). Também vai ganhar um novo nome fantasia que será o mesmo do código de suas ações: PICS, sem X, praticamente fazendo uma alusão ao começo de tudo.

Por que lá fora e não aqui?

Ao listar ações em bolsa nos Estados Unidos, a empresa procura atrair capital de um investidor que é mais difícil de encontrar por aqui. São fundos especializados naquele tema, com bilhões disponíveis para investir e em moeda forte — nem tanto ultimamente.

A estreia do PicPay coincide com um momento de atenção especial para empresas brasileiras listadas. No mercado acionário do Brasil, o Ibovespa bate recorde atrás de recorde, impulsionado por recurso estrangeiro que chega aqui buscando oportunidade de investimentos entre os emergentes.

Além disso, a concorrência está indo bem no mercado gringo. Foi nesta semana que os papéis do Nubank, também negociados na Nasdaq, bateram recorde histórico de preço.

E o brasileiro, vai poder comprar ações da brasileira novata da bolsa? Se tiver uma conta com uma corretora no exterior para adquirir o ativo diretamente? Sim.

Por enquanto a empresa não negociará BDRs, papéis que seriam lastreados na ação negociada nos Estados Unidos.

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