PF marca novas oitivas do Banco Master para a semana que vem após imbróglio com STF
Daniel Vorcaro, dono do banco, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, podem não participar

Anita Prado
A Polícia Federal marcou para a próxima semana onze novos depoimentos no inquérito que investiga o caso do Banco Master. A informação foi confirmada por uma fonte da própria PF ouvida pelo SBT News.
As oitivas foram autorizadas pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), mas com uma restrição: os depoimentos terão de ocorrer em apenas dois dias. A Polícia Federal havia solicitado um prazo maior, de seis dias, mas o pedido foi negado. A decisão levou ao cancelamento das oitivas que estavam previstas para esta semana e à definição de um novo cronograma.
Na decisão tomada no dia 13 de janeiro, Toffoli alegou limitações de pessoal e de disponibilidade de salas nas dependências do STF para justificar a concentração dos depoimentos em um intervalo mais curto. Nos bastidores, porém, a medida gerou irritação dentro da Polícia Federal.
Segundo fontes ouvidas pelo SBT News, a corporação avalia que a realização de oitivas dentro do Supremo já é incomum e que a exigência de concentrar todos os depoimentos em apenas dois dias criou dificuldades operacionais, o que acabou levando ao cancelamento das oitivas inicialmente marcadas.
Entre os nomes que devem ser ouvidos estão ex-sócios do Banco Master e ex-diretores da instituição. Investigadores avaliam que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, podem não prestar novos depoimentos, já que ambos já foram ouvidos em uma fase anterior da apuração, no fim do ano passado.
Segundo fontes, a principal dificuldade da Polícia Federal neste momento é avançar na análise do material apreendido na semana passada, durante a segunda fase da operação Compliance Zero. Por determinação de Toffoli, documentos e dispositivos eletrônicos recolhidos estão sob custódia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e só podem ser periciados por quatro peritos escolhidos diretamente pelo ministro. A PF avalia que o acesso a esse material é fundamental para orientar os depoimentos agora agendados.









