Economia

Petróleo sobe após ataque de drones a usina nuclear dos Emirados Árabes Unidos

Preços futuros do petróleo Brent subiam 86 centavos, ou 0,79%, para US$110,12 por barril, às 8h desta segunda-feira (18)

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Petróleo | Getty Images

Os preços do petróleo ampliaram os ganhos nesta segunda-feira (18), impulsionados por perspectivas de paz no Oriente Médio cada vez mais nebulosas após um ataque a uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos.

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Os preços futuros do petróleo Brent subiam 86 centavos, ou 0,79%, para US$110,12 por barril, às 8h (horário de Brasília) depois de atingir US$112, maior valor desde 5 de maio, mais cedo.

O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subia 89 centavos, ou 0,84%, a US$106,31, depois de alcançar US$108,70, patamar mais alto desde 30 de abril. O contrato do mês corrente de junho vence na terça-feira.

Ambos os contratos subiram mais de 7% na semana passada, com a diminuição das esperanças de um acordo de paz para pôr fim aos ataques e apreensões de navios na rota comercial do Estreito de Ormuz.

"Um bilhão de barris de petróleo ficaram presos atrás do estreito, e a recuperação de sexta-feira, que levou o WTI a um aumento de US$10 na semana, também foi apoiada pela retórica beligerante dos EUA e do Irã, bem como pelos ataques contínuos aos produtores de petróleo da região e aos navios comerciais", disse o analista da PVM Tamas Varga.

O Paquistão compartilhou com os EUA uma proposta revisada do Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio, disse uma fonte paquistanesa à Reuters na segunda-feira, embora os esforços de paz pareçam continuar paralisados.

Fatih Birol, chefe da Agência Internacional de Energia (IEA), disse na segunda-feira que os estoques comerciais de petróleo estavam se esgotando rapidamente, restando apenas algumas semanas de suprimentos.

Os ataques de drones contra os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita e a retórica dos Estados Unidos e do Irã aumentaram a preocupação com uma escalada no conflito.

A Arábia Saudita, que interceptou três drones que entraram pelo espaço aéreo iraquiano, alertou que tomaria as medidas operacionais necessárias para responder a qualquer tentativa de violação de sua soberania e segurança.

As autoridades dos Emirados, por sua vez, disseram que estavam investigando a origem do ataque à usina nuclear de Barakah, acrescentando que os Emirados Árabes Unidos tinham o direito de responder ao que disseram ser "ataques terroristas".

Espera-se que Trump se reúna com os conselheiros de segurança nacional na terça-feira para discutir as opções de ação militar, informou o veículo de mídia Axios no domingo, citando autoridades americanas.

(Reportagem de Robert Harvey em Londres, Mohi Narayan em Nova Delhi e Florence Tan em Cingapura)

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