Economia

Jovens "nem-nem": geração Z ainda enfrenta desafios para trabalhar e estudar, mas dados mostram avanços

Números do IBGE apontam que mais de 18% de jovens entre 15 e 29 anos não estudavam nem trabalhavam no primeiro trimestre de 2025

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Kenzô Machida
23/07/2025, 14:50 • Atualizado em 23/07/2025, 14:50
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Jovens | Divulgação/Tânia Rêgo/Agência Brasil

Jovens | Divulgação/Tânia Rêgo/Agência Brasil

Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que 18,5% dos brasileiros entre 15 e 29 anos, faixa que corresponde à maior parte da chamada geração Z, não estudavam nem estavam ocupados no mercado de trabalho no primeiro trimestre de 2025. Apesar de ainda elevado, o número representa uma melhora em relação a anos anteriores: em 2023, o índice era de 19,8%, e em 2019, de 22,4%.

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O dado acende um alerta sobre os desafios enfrentados por essa geração, ao mesmo tempo em que aponta para caminhos possíveis de transformação. Em 2025, a Política Nacional de Juventude (PNJ) completa 20 anos como uma ferramenta para compreender essa realidade e promover ações efetivas.

Criada em 2005, a PNJ foi um marco para a inclusão de jovens nas políticas públicas e defende que "inclusão, renda e formação profissional são essenciais para o desenvolvimento do país".

Apesar dos avanços, muitos jovens ainda esbarram em dificuldades como a informalidade e a falta de oportunidades, problemas que se agravam entre a população negra, moradores de periferias e jovens com baixa escolaridade. Nesse contexto, iniciativas do setor produtivo têm ganhado destaque, com empresas apostando na qualificação e empregabilidade como forma de inclusão produtiva.

Um exemplo é a AeC, empresa especializada em soluções de experiência do cliente e gestão de processos, que tem investido na contratação de jovens. Hoje, 47% dos seus colaboradores têm entre 18 e 24 anos, atuando em 24 unidades espalhadas por sete estados. Para muitos, é a primeira oportunidade no mercado formal, com carteira assinada, capacitação e perspectivas reais de crescimento.

Mykaella Paes, operadora de telemarketing | Divulgação
Mykaella Paes, operadora de telemarketing | Divulgação
"Ter meu primeiro emprego com carteira assinada é uma grande conquista. Estou com expectativas altas, especialmente em relação ao meu crescimento profissional. Vejo essa oportunidade como um passo importante para aprender e evoluir, tanto na minha formação acadêmica quanto na minha trajetória no mercado de trabalho", relata Mykaella Paes, operadora de telemarketing na AeC.

O CEO da empresa, Raphael Duailibi, destaca a importância de apostar na força jovem. "Nosso foco sempre foi abrir caminhos para quem mais precisa de oportunidade. Trazer a força jovem para dentro da empresa é, acima de tudo, uma forma de romper ciclos de exclusão e desigualdade. O que os jovens precisam é de espaço, formação e confiança para revelar todo o seu potencial e é esse ambiente que buscamos oferecer todos os dias", destaca.

A PNAD também revelou um dado positivo sobre a geração Z: houve aumento da renda entre trabalhadores jovens com ensino médio incompleto, especialmente em regiões como o Nordeste, onde a AeC concentra cerca de 35 mil colaboradores. O movimento reforça que, com investimento e oportunidade, a juventude responde com trabalho, dedicação e resultados concretos.

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