Economia

IGP-M sobe em novembro, mas tem queda em 12 meses pela 1ª vez em 1 ano e meio, diz FGV

Taxa em 12 meses não voltava ao campo negativo desde maio de 2024, puxado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA)

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Reuters
27/11/2025, 12:03 • Atualizado em 27/11/2025, 12:05
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Produtos agropecuários passaram a subir 0,46% no mês, após queda de 1,45% em outubro | Divulgação/Wenderson Araujo/Trilux

Produtos agropecuários passaram a subir 0,46% no mês, após queda de 1,45% em outubro | Divulgação/Wenderson Araujo/Trilux

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 0,27% em novembro, depois de ter registrado queda de 0,36% no mês anterior, e passou a registrar deflação no acumulado em 12 meses pela primeira vez em um ano e meio, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (27).

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A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço de 0,28%, e com o resultado do mês o índice agora acumula em 12 meses queda de 0,11%.

"Apesar da alta do IGP-M no mês, chama atenção o fato de que a taxa em 12 meses voltou ao campo negativo, algo que não ocorria desde maio de 2024. Esse resultado está muito relacionado ao comportamento do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) ao longo do ano", destacou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

"Diferentemente do que se observou em novembro, quando houve altas em algumas commodities agrícolas, em boa parte de 2025 prevaleceram quedas expressivas de preços, tanto de produtos industriais quanto agropecuários. Em vários meses, o IPA registrou variações negativas, o que levou a uma desaceleração mais nítida a partir de maio", completou.

Em novembro, o IPA, que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, subiu 0,27%, depois de ter caído 0,59% no mês anterior.

Os produtos agropecuários passaram a subir 0,46% no mês, de queda de 1,45% em outubro, enquanto os industriais tiveram alta de 0,21%, de recuo de 0,28%.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, acelerou a alta a 0,25% em novembro, de 0,16% em outubro.

Destaque para as altas de Saúde e Cuidados Pessoais (0,08% para 0,67%), Educação, Leitura e Recreação (0,50% para 1,17%) e Despesas Diversas (0,20% para 0,46%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, passou a subir no período 0,28%, de uma alta de 0,21% no mês anterior.

O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

(Por Camila Moreira)

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