Economia

Ibovespa sobe 1% com alívio geopolítico em feriado nos EUA

Dólar comercial recuou 0,19%, cotado a R$ 5,019, após oscilar entre R$ 5,021 e R$ 4,994 ao longo da sessão

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25/05/2026, 20:51 • Atualizado em 25/05/2026, 20:51
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Ibovespa: o principal índice acionário da B3 subiu 0,91%, aos 177.815 pontos, na máxima do dia e um pouco distante da mínima, de 176.210,38 pontos  | Germano Lüders/Exame

Ibovespa: o principal índice acionário da B3 subiu 0,91%, aos 177.815 pontos, na máxima do dia e um pouco distante da mínima, de 176.210,38 pontos | Germano Lüders/Exame

O Ibovespa encerrou as negociações desta segunda-feira(25) em forte alta. O principal índice acionário da B3 subiu 0,91%, aos 177.815 pontos, na máxima do dia e um pouco distante da mínima, de 176.210,38 pontos. O volume financeiro somou R$ 14,2 bilhões, cerca de metade do registrado em uma sessão normal, refletindo a liquidez reduzida devido ao feriado do Memorial Day nos Estados Unidos.

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Já o dólar comercial recuou 0,19%, cotado a R$ 5,019, após oscilar entre R$ 5,021 e R$ 4,994 ao longo da sessão.

O desempenho positivo da bolsa brasileira foi sustentado pelo maior apetite global ao risco, impulsionado pelas expectativas de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, o que também pressionou os preços do petróleo.

As ações da Petrobras figuraram entre as principais quedas do índice, acompanhando o movimento da commodity. Os papéis ordinários e preferenciais (PETR3 e PETR4) caíram 2,91% e 2,43%, respectivamente, assim como a Prio (PRIO3), que recuou quase 6%, o maior tombo do dia.

Os contratos futuros de petróleo também despencaram nesta segunda, com o mercado na expectativa de um acordo de paz preliminar entre EUA e Irã, incluindo uma possível reabertura do Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que as conversas para estender o cessar-fogo e reabrir a passagem estariam "progredindo bem". Diante disso, o contrato do Brent para agosto caiu 6,78%, a US$ 93,42 por barril.

Entre os destaques positivos da sessão no Brasil, os grandes bancos avançaram forte, com destaque para as units do BTG (BPAC11), que subiram 3,65%, assim como os papéis ordinários do Banco do Brasil (BBAS3), com alta de 3,39%. As ações do Itáu (ITUB4) também avançaram 2,26%, enquanto o Bradesco (BBDC4) subiu 2,55%.

Já entre as maiores altas do Ibovespa ficaram as varejistas como Assaí (ASAI3), com alta de 8,06%; C&A (CEAB3), que subiu 6,70%; seguidas pelas construtoras Cyrela (CYRE3) e Direcional (DIRR3), com altas de 6,68% e 5,77%, respectivamente.

Macro no radar

No cenário doméstico, os investidores acompanharam a divulgação do Boletim Focus e indicadores ligados ao setor externo brasileiro, como dados de conta corrente, investimento estrangeiro direto (IED) e balança comercial. A prévia das projeções de inflação para 2026 subiu para 5,04%, segundo o relatório do Banco Central.

Para Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, o comportamento recente do câmbio reflete mudanças no fluxo internacional de capitais. "Vimos, de fato, uma saída de fluxo de investimento estrangeiro nas últimas semanas, de acordo com os dados do Banco Central. A recente alta nas taxas dos Treasuries americanos acabou levando fluxo para lá, por ser considerado um mercado mais seguro, pressionando as moedas emergentes", afirmou.

Segundo a economista, o movimento desta segunda-feira foi influenciado pela melhora do ambiente geopolítico. "Essa semana estamos vendo um movimento contrário. O real está se valorizando muito por conta da expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã. Isso tende a ser positivo para os mercados e traz mais apetite ao risco", disse.

Quartaroli avalia que, no curto prazo, o dólar pode voltar a operar abaixo de R$ 5 caso o cenário externo permaneça favorável. Para o médio prazo, porém, a tendência ainda é de pressão sobre o câmbio.

"Pensando no segundo semestre, as eleições e as incertezas fiscais podem voltar ao radar e pressionar a taxa de câmbio. O mercado projeta um dólar mais próximo de R$ 5,20 no fim do ano, segundo o Focus", afirmou.

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