Economia

Governo articula medidas para segurar alta na conta de luz

Ministério de Minas e Energia pediu à Aneel adiamento de reajustes; crédito de até R$ 7 bilhões para as distribuidoras está em discussão

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Mão próxima a lâmpada acesa, simbolizando o consumo de energia elétrica | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo Lula (PT) estuda medidas para evitar reajustes tarifários nas contas de luz. Um ofício enviado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pede o adiamento de novos aumentos até que as discussões sobre medidas de contenção avancem no âmbito da pasta.

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O documento foi encaminhado à agência na semana passada. De acordo com a Aneel, a proposta foi recebida e enviada para “análise dos diretores relatores no âmbito dos respectivos processos tarifários”.

Entre as medidas analisadas pelo governo está a abertura de uma linha de crédito de até R$ 7 bilhões para as distribuidoras de energia, na tentativa de limitar o reajuste tarifário.

O empréstimo seria articulado via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A informação foi divulgada pelo Valor Econômico e confirmada pelo SBT News.

A Aneel projeta um aumento médio de 8% nas contas de luz em 2026, alta superior às projeções de inflação para o período. Segundo a agência, o principal motivo do reajuste é o valor da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo cobrado na conta de luz e revertido para políticas públicas do setor.

A elevação esperada indica ganho real de custo para as distribuidoras e encarecimento acima da média para o consumidor.

A projeção tem preocupado a gestão petista, especialmente em ano eleitoral e diante de desafios como a alta dos combustíveis — por conta da guerra no Oriente Médio — e o endividamento das famílias brasileiras.

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