Faturamento do varejo cai 1,4% em agosto e setor sente impacto da inflação
O setor de bens duráveis e semiduráveis, como eletrodomésticos, materiais de construção e móveis, foi o que mais sentiu o peso do recuo
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Juliana Tourinho
17/09/2025, 02:18 • Atualizado em 17/09/2025, 02:18
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O faturamento do varejo caiu 1,4% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que monitora empresas a partir de dados de pagamentos. Na comparação nominal, ou seja, sem descontar a inflação, o setor cresceu 3,5% frente ao mesmo período de 2024.
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O setor de bens duráveis e semiduráveis, como eletrodomésticos, materiais de construção e móveis, foi o que mais sentiu o peso do recuo. Já o segmento de bens não duráveis registrou retração mais leve, de 0,4%, influenciado principalmente pelo desempenho de supermercados e hipermercados, onde os alimentos seguem como itens indispensáveis.
Já o setor de serviços teve retração de 1,8% no período, refletindo a desaceleração do consumo. Por outro lado, o setor de postos de combustíveis registrou aceleração de 3,9% nas vendas comerciais.
Impacto da inflação
Para especialistas, ao se considerar o impacto da inflação, o poder de compra dos consumidores diminuiu, resultando em queda real. Segundo o economista Gabriel Monachs, superintendente de dados da Cielo, a alta acumulada nos preços ao longo dos últimos 12 meses manteve os consumidores cautelosos.
"Os juros altos e o valor da inflação deixam o consumidor mais cauteloso na hora de comprar. Então quando ele vai ao supermercado, por exemplo, ele vai colocar no carrinho os itens essenciais, deixando as outras compras pro momento futuro, não priorizando compras que não são do seu dia a dia", destacou
Faturamento do varejo cai 1,4% em agosto e setor sente impacto da inflaçãoO setor de bens duráveis e semiduráveis, como eletrodomésticos, materiais de construção e móveis, foi o que mais sentiu o peso do recuoEconomia2025-09-17T02:18:14.086ZO faturamento do varejo caiu 1,4% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que monitora empresas a partir de dados de pagamentos. Na comparação nominal, ou seja, sem descontar a inflação, o setor cresceu 3,5% frente ao mesmo período de 2024. + O setor de bens duráveis e semiduráveis, como eletrodomésticos, materiais de construção e móveis, foi o que mais sentiu o peso do recuo. Já o segmento de bens não duráveis registrou retração mais leve, de 0,4%, influenciado principalmente pelo desempenho de supermercados e hipermercados, onde os alimentos seguem como itens indispensáveis. + Já o setor de serviços teve retração de 1,8% no período, refletindo a desaceleração do consumo. Por outro lado, o setor de postos de combustíveis registrou aceleração de 3,9% nas vendas comerciais. Impacto da inflação Para especialistas, ao se considerar o impacto da inflação, o poder de compra dos consumidores diminuiu, resultando em queda real. Segundo o economista Gabriel Monachs, superintendente de dados da Cielo, a alta acumulada nos preços ao longo dos últimos 12 meses manteve os consumidores cautelosos. "Os juros altos e o valor da inflação deixam o consumidor mais cauteloso na hora de comprar. Então quando ele vai ao supermercado, por exemplo, ele vai colocar no carrinho os itens essenciais, deixando as outras compras pro momento futuro, não priorizando compras que não são do seu dia a dia", destacou São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/faturamento-do-varejo-cai-1-4-em-agosto-e-setor-sente-impacto-da-inflacao
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