EUA alerta para desvios de produtos chineses pelo Brasil
A Casa Branca apontou 40 países que estariam sendo utilizados para “transshipment” ilegal de exportações da China
A
Artur Maldaner
Donald Trump | Reuters/Evan Vucci
O governo de Donald Trump enquadrou o Brasil em uma lista de mais de 40 países com risco elevado para o “transshipment” (transbordo) ilegal, prática que consiste em enviar mercadorias a um terceiro país antes de exportá-las aos Estados Unidos, evitando tarifas e outras medidas comerciais.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Em relatório divulgado nesta quinta (13), a Casa Branca afirmou que o Brasil possui uma “integração econômica significativa com a China” e poderia servir como uma plataforma de desvio de produtos ligados ao país.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
Também apontou a Indonésia, Malásia, Tailândia, Turquia e Vietnam como países que teriam uma relação similar com produtos “ligados à China”. O grupo foi enquadrado no “nível 2” da “rede oculta de transbordo” do país asiático.
Segundo o documento, a categoria engloba estados com “escala industrial suficiente, capacidade portuária, infraestrutura de fornecimento, capacidade de produção ou capacidade logística para transportar volumes significativos de produtos ligados à China ao fluxo comercial dos EUA”.
O “nível 2”, por sua vez, consiste em líderes de alta escala com atividades diversificadas, como o Canadá, União Européia, Índia, Israel, Japão, México, Coréia do Sul e Taiwan.
Já o “nível 3” são as pequenas economias, que são “alvos” da China por características como mão-de-obra barata, zonas de livre comércio, entre outras. Inclui o Laos, Mianmar, Panamá, Costa Rica, Azerbaijão e Geórgia.
Citado ao longo do relatório, os “produtos ligados à China” são caracterizados como bens que não são necessariamente de origem chinesa, mas que possuam indícios de origem, controle ou influência econômica do país.
De acordo com a Casa Branca, as suspeitas de “transshipment” ilegal tem origem em mudanças de dinâmica das importações estadunidenses, após as tarifas implementadas sobre produtos chines em 2018.
“Enquanto a participação da China nas importações dos EUA caíram, a contribuição total dos países com transbordo identificaram aumentou”, afirma o relatório.
No entanto, a pasta destaca que essa dinâmica não é resultado apenas da prática de “transshipment” ilegal, e reflete alterações legítimas de produção, investimento e fornecimento.
EUA alerta para desvios de produtos chineses pelo BrasilA Casa Branca apontou 40 países que estariam sendo utilizados para “transshipment” ilegal de exportações da ChinaEconomia2026-08-14T01:43:14.321ZO governo de Donald Trump enquadrou o Brasil em uma lista de mais de 40 países com risco elevado para o “transshipment” (transbordo) ilegal, prática que consiste em enviar mercadorias a um terceiro país antes de exportá-las aos Estados Unidos, evitando tarifas e outras medidas comerciais. Em relatório divulgado nesta quinta (13), a Casa Branca afirmou que o Brasil possui uma “integração econômica significativa com a China” e poderia servir como uma plataforma de desvio de produtos ligados ao país. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Também apontou a Indonésia, Malásia, Tailândia, Turquia e Vietnam como países que teriam uma relação similar com produtos “ligados à China”. O grupo foi enquadrado no “nível 2” da “rede oculta de transbordo” do país asiático. Segundo o documento, a categoria engloba estados com “escala industrial suficiente, capacidade portuária, infraestrutura de fornecimento, capacidade de produção ou capacidade logística para transportar volumes significativos de produtos ligados à China ao fluxo comercial dos EUA”. O “nível 2”, por sua vez, consiste em líderes de alta escala com atividades diversificadas, como o Canadá, União Européia, Índia, Israel, Japão, México, Coréia do Sul e Taiwan. Já o “nível 3” são as pequenas economias, que são “alvos” da China por características como mão-de-obra barata, zonas de livre comércio, entre outras. Inclui o Laos, Mianmar, Panamá, Costa Rica, Azerbaijão e Geórgia. Citado ao longo do relatório, os “produtos ligados à China” são caracterizados como bens que não são necessariamente de origem chinesa, mas que possuam indícios de origem, controle ou influência econômica do país. De acordo com a Casa Branca, as suspeitas de “transshipment” ilegal tem origem em mudanças de dinâmica das importações estadunidenses, após as tarifas implementadas sobre produtos chines em 2018. “Enquanto a participação da China nas importações dos EUA caíram, a contribuição total dos países com transbordo identificaram aumentou”, afirma o relatório. No entanto, a pasta destaca que essa dinâmica não é resultado apenas da prática de “transshipment” ilegal, e reflete alterações legítimas de produção, investimento e fornecimento. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/eua-alerta-para-desvios-de-produtos-chineses-pelo-brasil-drag