Durigan rebate Flávio Bolsonaro sobre reforma tributária
Ministro da Fazenda liga proposta de pausar mudanças tributárias a posições ligadas à ditadura e ao machismo
Caio Barcellos
02/07/2026, 16:40 • Atualizado em 02/07/2026, 16:40
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Ministro da Fazenda, Dario Durigan | Divulgação/Lula Marques/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reagiu nesta quinta-feira (2) à proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de travar por um ano a implementação da reforma tributária caso seja eleito presidente.
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“Ser contra agora não me espanta, mas, de novo, acho que tem um pouco dessa visão desse pré-candidato da oposição, que é uma visão do passado. Eles gostam da ditadura, gostam de machismo, ‘mulher não sabe votar’, ‘não vamos fazer a tributária’. Acho que tem uma visão atrasada, um retrocesso muito grande, um rescaldo, que eu, por exemplo, discordo bastante”, disse em evento do Grupo Globo.
A referência ao voto feminino foi feita em meio à repercussão de declarações do influenciador Paulo Figueiredo, aliado do clã Bolsonaro, que afirmou que mulheres “votam mal”. O senador disse discordar da posição e afirmou que Figueiredo não integra sua campanha. O influenciador, depois, voltou a defender a tese, embora tenha elogiado a reação pública de Flávio.
Embate sobre prazo
Em evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI) no final de junho, Flávio Bolsonaro defendeu a interrupção temporária da reforma tributária para rediscutir o modelo aprovado pelo Congresso.
O senador afirma que votou a favor da proposta por considerar que ela poderia simplificar o sistema, mas passou a criticar o tamanho da alíquota prevista para o novo imposto sobre o consumo.
Segundo ele, a reforma resultou em uma carga elevada sobre valor agregado, próxima de 30%, e precisaria ser revista para permitir uma redução gradual da tributação.
Durigan, por outro lado, tem defendido a continuidade da transição. No evento, disse que seria um “grave problema” adiar a implementação da reforma tributária. Segundo ele, o governo não considera alterar o cronograma de transição para o novo sistema de impostos sobre o consumo.
“Ajustes de prazo de implementação da reforma, não. Até porque vocês me disseram agora que um dos incômodos é que ela vai demorar oito anos, então nós temos que fazer a reforma tributária. Não considero ajustes de prazo”, destacou.
Durigan rebate Flávio Bolsonaro sobre reforma tributáriaMinistro da Fazenda liga proposta de pausar mudanças tributárias a posições ligadas à ditadura e ao machismoEconomia2026-07-02T16:40:59.038ZO ministro da Fazenda, Dario Durigan, reagiu nesta quinta-feira (2) à proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de travar por um ano a implementação da reforma tributária caso seja eleito presidente. “Ser contra agora não me espanta, mas, de novo, acho que tem um pouco dessa visão desse pré-candidato da oposição, que é uma visão do passado. Eles gostam da ditadura, gostam de machismo, ‘mulher não sabe votar’, ‘não vamos fazer a tributária’. Acho que tem uma visão atrasada, um retrocesso muito grande, um rescaldo, que eu, por exemplo, discordo bastante”, disse em evento do Grupo Globo. + A referência ao voto feminino foi feita em meio à repercussão de declarações do influenciador Paulo Figueiredo, aliado do clã Bolsonaro, que afirmou que mulheres “votam mal”. O senador disse discordar da posição e afirmou que Figueiredo não integra sua campanha. O influenciador, depois, voltou a defender a tese, embora tenha elogiado a reação pública de Flávio. Embate sobre prazo Em evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI) no final de junho, Flávio Bolsonaro defendeu a interrupção temporária da reforma tributária para rediscutir o modelo aprovado pelo Congresso. O senador afirma que votou a favor da proposta por considerar que ela poderia simplificar o sistema, mas passou a criticar o tamanho da alíquota prevista para o novo imposto sobre o consumo. + Segundo ele, a reforma resultou em uma carga elevada sobre valor agregado, próxima de 30%, e precisaria ser revista para permitir uma redução gradual da tributação. Durigan, por outro lado, tem defendido a continuidade da transição. No evento, disse que seria um “grave problema” adiar a implementação da reforma tributária. Segundo ele, o governo não considera alterar o cronograma de transição para o novo sistema de impostos sobre o consumo. + “Ajustes de prazo de implementação da reforma, não. Até porque vocês me disseram agora que um dos incômodos é que ela vai demorar oito anos, então nós temos que fazer a reforma tributária. Não considero ajustes de prazo”, destacou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/durigan-rebate-flavio-bolsonaro-sobre-reforma-tributaria
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