Economia

Durigan diz que governo deve rever subsídio a combustíveis

Ministro afirma que cessar-fogo entre EUA e Irã deve aliviar preço do petróleo e abrir espaço para retirar subvenções e imposto sobre exportação

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Caio Barcellos
Posto de combustível | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Posto de combustível | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira (17) que o governo deve avaliar acabar com as subvenções aos combustíveis caso se confirme a redução da pressão sobre o preço do petróleo depois do cessar-fogo no Oriente Médio.

“Espero que agora com esse cessar-fogo que foi recentemente anunciado a gente siga com a diminuição do preço do petróleo, fazendo com que a inflação diminua com a redução do preço dos combustíveis. Eu não sei se é agora, mas a tendência é que o subsídio acabe. A gente vai monitorar, mas meu compromisso é que a gente acabe com a subvenção”, afirmou Durigan a jornalistas depois de audiência pública na Câmara dos Deputados.

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Durigan afirmou que o Ministério da Fazenda monitora os impactos da guerra sobre a inflação, especialmente nos preços de alimentos e combustíveis. Segundo ele, a atuação fiscal do governo ajudou a reduzir a pressão sobre os preços internos.

“Do que compete ao Ministério da Fazenda, tudo está sendo feito desde um monitoramento geral, em especial de preço de alimento, até fazer a atuação com responsabilidade fiscal para mitigar o impacto nos preços de combustíveis”, declarou.

O fim do subsídio ocorreria em ano eleitoral, quando reajustes de combustíveis costumam ter maior peso político.

O ministro também disse que o governo pretende retirar o imposto de exportação sobre petróleo, criado para compensar o custo das medidas emergenciais adotadas no setor. Ele não detalhou prazo para o fim das medidas.

Mercado avalia situação

Mesmo com a queda registrada depois do anúncio do acordo entre EUA e Irã, o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, disse ao SBT News que o barril deve seguir acima de US$ 80 e pode voltar ao nível de US$ 90 ainda neste ano.

Segundo ele, o acordo reduz o risco imediato de escalada militar, mas não elimina incertezas sobre os danos à infraestrutura de petróleo e gás na região. A reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado no mundo, também pode não normalizar imediatamente o fluxo de navios.

Outro fator de pressão são os estoques baixos de petróleo e derivados. A recomposição desses volumes deve ocorrer durante o verão no Hemisfério Norte, período em que cresce o consumo de gasolina e querosene de aviação por causa das férias.

Nos Estados Unidos, os estoques comerciais de petróleo caíram 7,2 milhões de barris na semana encerrada em 5 de junho, para 426,5 milhões de barris, cerca de 5% abaixo da média dos últimos 5 anos para o período. Os estoques de gasolina estavam 6% abaixo da média histórica, enquanto os de destilados, grupo que inclui o diesel, estavam cerca de 13% abaixo.

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