Dólar tem leve queda com mercado à espera de retomada das negociações entre EUA e Irã
Moeda norte-americana fechou em queda pela sexta sessão consecutiva, ainda que com variação mínima


Reuters
O dólar fechou a quarta-feira (15) quase estável ante o real, após oscilar em margens bastante estreitas durante a sessão, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibia sinais mistos ante as demais divisas, sem que surgissem novidades de impacto sobre a guerra no Oriente Médio.
Em meio às movimentações de Estados Unidos e Irã para a retomada das negociações de paz, o dólar à vista fechou o dia em leve baixa de 0,02%, aos R$ 4,9927. Foi a sexta sessão consecutiva em que a moeda norte-americana fechou com sinal negativo, ainda que com variação mínima.
No ano, a divisa passou a acumular baixa de 9,04% ante o real.
Às 17h19, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,14% na B3, aos R$5,0085.
Casa Branca nega pedido de cessar-fogo na guerra com o Irã e confirma novas negociações
Nesta quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra com o Irã pode terminar em breve, sinalizando uma retomada das negociações nos próximos dias. Conforme o site Axios, os dois países fizeram progressos na terça-feira e estão se aproximando de um acordo-quadro para encerrar a guerra.
Porém, sem notícias mais palpáveis sobre um possível acordo, o dólar oscilou em margens estreitas durante todo o dia, sem força para se firmar em alta ou em baixa. Após registrar a máxima de R$5,0036 (+0,20%) às 9h26, o dólar à vista atingiu a mínima de R$4,9849 (-0,17%) às 10h27.
Da máxima para a mínima a variação do dólar foi de apenas -0,36%, o que mostra o quanto as cotações seguiram travadas, com os investidores à espera de novidades sobre a guerra no Oriente Médio.
“A divisa acompanhou o comportamento lateral do DXY (índice do dólar), com o mercado em compasso de espera por sinais mais claros sobre as negociações entre EUA e Irã, enquanto o petróleo oscilou, mas se manteve abaixo de US$100, reduzindo pressões adicionais”, resumiu Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.
No exterior, às 17h13 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- mostrava estabilidade, a 98,075. A divisa norte-americana subia ante o peso colombiano e a lira turca, mas caía ante o dólar australiano e o peso mexicano.
No noticiário local, destaque para a pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de outubro. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 37% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 32%. Bem mais atrás aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%, e Romeu Zema (Novo), com 3%, entre outros candidatos. No segundo turno, Flávio tem 42% e Lula soma 40%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$750 milhões em abril até o dia 10.









