Economia

Dólar cai pela quarta sessão seguida e fecha no menor valor em um mês

A moeda americana recuou 0,48% e ficou cotada a R$ 5,379 na sessão desta terça-feira, 6

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Dólar: moeda americana recuou 0,48%, cotada a R$ 5,379 | Foto: reprodução/Freepik

O dólar à vista encerrou em queda o pregão desta terça-feira, 6, pela quarta sessão consecutiva. A moeda americana recuou 0,48%, cotada a R$ 5,379, no menor patamar desde o dia 4 de dezembro, quando fechou a sessão cotada a R$ 5,3103.

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Segundo Bruno Yamashita, analista de alocação e inteligência da Avenue, avalia que a valorização do real sobre a divisa é explicada pelo carry trade, ou seja, o diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos.

Ele explica que mesmo com a perspectiva de queda da taxa básica de juros da Selic no Brasil, atualmente em 15% ao ano, o diferencial e o juro real ainda é bastante alto comparado com outras partes do mundo. As taxas dos EUA, por exemplo, estão desde dezembro no intervalo de 3,5% a 3,75% ao ano.

"Então, mesmo com tudo que vem acontecendo no mundo, todos esses movimentos geopolíticos [entre EUA e Venezuela], esse diferencial, esse juro real ainda muito elevado, ele acaba sendo ainda bastante atrativo para os investidores, ou seja, os investidores ainda acreditam que isso acaba compensando", afirmou o especialista.

Outro fator, diz Yamashita, é que no final do ano passado houve uma remessa grande para o exterior, dado as mudanças tributárias que iriam acontecer a partir deste ano no Brasil. "Também a base acabou sendo um pouco mais elevada justamente por causa disso", disse.

Dólar ainda tem a função de proteção?

Apesar da desvalorização do dólar frente ao real, que no ano passado chegou a acumular queda de 11,18%, a avaliação do analista é que a moeda americana não perdeu sua função de proteção.

Segundo o analista da Avenue, o dólar segue sendo a principal moeda do sistema financeiro global e a mais transacionada do mundo. "Em momentos de estresse, o mercado continua olhando para o ativo chamado livre de risco".

Paralelamente, o ouro voltou a ganhar destaque como refúgio clássico em períodos de crise em meio às tensões entre EUA e Venezuela.

Os contratos futuros do metal encerraram a sessão desta terça em forte alta, se aproximando da máxima histórica de fechamento, impulsionados pela busca por ativos seguros em meio a turbulências geopolíticas, fiscais e monetárias.

Na Comex, o ouro para fevereiro subiu 1%, a US$ 4.496,1 por onça-troy, após chegar a ultrapassar US$ 4,5 mil durante o dia. A escalada das tensões, incluindo os desdobramentos na Venezuela, reforçou a demanda pelo metal, que já acumula um ano histórico, com alta de 64% em 2025, e segue com projeções otimistas de bancos como o Goldman Sachs, que veem o preço podendo alcançar até US$ 4.900 por onça.

O que é o dólar à vista

O dólar à vista é o valor negociado no mercado de câmbio para liquidação imediata, geralmente em até dois dias úteis. Esse tipo de câmbio é bastante utilizado em operações de curto prazo feitas por empresas e instituições financeiras.

A cotação do dólar à vista reflete o valor real de mercado no momento da transação, oferecendo transparência para quem precisa fechar negócios com rapidez.

O que é o dólar futuro

O dólar futuro corresponde a contratos de compra e venda da moeda para liquidação em uma data futura. Essa modalidade é negociada na Bolsa de Valores e ajuda empresas e investidores a se protegerem da volatilidade cambial.

Sua cotação varia conforme as expectativas do mercado em relação à economia, podendo se distanciar bastante do dólar à vista em momentos de incerteza.

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