Economia

Ibovespa sobe forte com bancos; Vivara lidera perdas do índice

Índice volta a alcançar o patamar dos 164 mil pontos apesar da queda de siderúrgicas e Embraer na sessão desta terça-feira (6)

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Bolsa | Germano Lüders/Exame

Bolsa | Germano Lüders/Exame

O Ibovespa mantém alta firme no pregão desta terça-feira (6), sustentado principalmente pelo desempenho das ações do setor bancário, que avançam pelo segundo pregão consecutivo. O movimento ocorre em um contexto de recuperação mais ampla da Bolsa, após um início de ano marcado por baixo volume e realização de lucros no primeiro pregão.

Apesar da liquidez ainda reduzida, o mercado começa 2026 com uma percepção mais positiva para a economia, especialmente diante dos sinais de arrefecimento da inflação e da expectativa pelo início do ciclo de corte de juros no Brasil, segundo Rodrigo Moliterno head de renda variável da Veedha Investimentos.

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Esse cenário tem favorecido diretamente os papéis do setor financeiro. Por volta das 11h30, quando o principal índice acionário subia 1%, aos 163.496 pontos, as units, cesta de ações ordinárias e preferenciais do BTG (BPAC11) subiam 1,72%.

As preferenciais do Bradesco (BBDC4) e do Itaú (ITUB4) também registravam alta de 1,58% e 1,41%, respectivamente. Enquanto as units do Santander (SANB11) avançavam 0,88%. As ordinárias do Banco do Brasil (BBAS3) anotavam ganhos de 0,82%.

"Os índices de inflação têm dado sinais de arrefecimento, isso leva as expectativas do nosso início de corte de juros, o que reflete positivamente nos mercados. Consequentemente, o setor financeiro tem também tem uma performance positiva, uma vez que, com juros menores, impacta na inadimplência, dá facilidade para o credor pagar suas dívidas e de aumentar também as linhas de crédito dos bancos", afirma.

Nesse ambiente, o setor financeiro, tradicionalmente visto como mais estável e com bom histórico de pagamento de dividendos, volta a atrair investidores, que aproveitam o recente recuo dos preços para recompor posições, contribuindo para a alta do mercado acionário como um todo, segundo o especialista.

Recuperação das petrolíferas

Os papéis das petrolíferas brasileiras, que caíram na véspera, voltaram a subir nesta terça. As ações preferenciais e ordinárias da Petrobras (PETR3 e PETR4), por exemplo, avançam 0,22% e 0,33%, respectivamente.

Ontem as empresas do setor caíram em bloco refletindo um cenário externo mais complexo, marcado pelas incertezas em torno da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no sábado (3).

O episódio mantém o país no centro do noticiário internacional e do mercado de ações, e levanta dúvidas sobre os impactos estruturais da crise venezuelana na oferta global de petróleo no médio e longo prazo.

A avaliação dos investidores ontem era de que investimentos norte-americanos na indústria do petróleo venezuelana e uma eventual normalização política permitiriam recuperar e ampliar a produção da commodity no país, com a volta de grandes empresas estrangeiras, sobretudo americanas.

Esse movimento poderia aumentar a oferta global de petróleo e pressionar preços no futuro, o que estaria por trás da venda das ações de petrolíferas no Brasil.

Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, avalia que as notícias sobre a Venezuela são "pontuais" e que a expectativa de que a produção no país retorne à normalidade e a Venezuela se torne um grande produtor "vai demorar muito tempo".

"Acredito que ontem elas [petrolíferas brasileiras] só reagiram a uma notícia negativa para elas, mas agora ela já voltou ao normal", afirmou.

Siderúrgicas caem e Vivara lidera perdas do dia

Por outro lado, as ações de siderúrgicas como Gerdau (GGBR4) caem, assim como da Embraer (EMBJ3), que subiram na véspera. A Vale (VALE3) também abriu o dia em queda, mas passou a subir e impulsiona o Ibovespa para cima.

Até o momento, a Vivara (VIVA3) lidera na ponta oposta como a maior queda do dia, ao cair 3,04%. "Acredito que seja uma realização de lucro, já que em 2025 ela subiu bastante. Não da mesma magnitude que a C&A, lojas Renner, que tiveram a notícia de um quarto trimestre mais fraco", afirmou o analista.

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