AUAU3: fusão entre Petz e Cobasi estreia nesta segunda-feira (05) na B3 — o que muda?
Quem já era acionista da Petz recebeu, por cada papel detido, mais uma ação ordinária com o novo código de negociação


Exame.com
A partir desta segunda-feira (05), não tem mais PETZ3 na bolsa. No lugar, entra uma ação com código diferente, mas que diz muito sobre o negócio da nova companhia: AUAU3 marca a fusão de negócios entre Petz e Cobasi na bolsa brasileira.
A operação foi concluída na última sexta-feira, 2 de janeiro.
Na prática, a Petz passou a ser uma subsidiária da Cobasi. Quem tinha ações da Petz antes da combinação vai receber, por papel:
- uma ação ordinária da nova companhia;
- uma ação preferencial resgatável.
Essas ações preferenciais serão integralmente resgatadas, com pagamento total estimado em R$ 270 milhões, corrigidos pelo CDI.
O valor estimado corresponde a R$ 0,71 por ação preferencial, com pagamento previsto em até 15 dias úteis após o fechamento da operação.
Aprovação do Cade
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, no começo de dezembro, a fusão entre a Petz e a Cobasi, com algumas restrições.
A operação criará a maior rede de produtos e serviços para animais de estimação do Brasil e uma das maiores da América Latina. Para concluir a fusão, as empresas deverão vender 26 lojas no estado de São Paulo, representando cerca de 3,3% do faturamento combinado.
Com o fechamento da fusão, a nova companhia terá um faturamento anual de aproximadamente R$ 7 bilhões. Além disso, a economia de custos gerada pelas sinergias deverá atingir R$ 330 milhões.
A decisão foi tomada após um recurso da Petlove, principal concorrente, que alegou que a fusão prejudicaria a concorrência. Apesar disso, o Cade aprovou o acordo, destacando o interesse de potenciais compradores, como a Petlove, e informou que continuará monitorando o impacto da fusão no mercado.








