Deputado do agro vê avanço em reunião sobre dívidas rurais
Após negociação sem acordo, Arnaldo Jardim diz que governo e FPA podem voltar a se reunir até quarta-feira (8)
Caio Barcellos
07/07/2026, 18:41 • Atualizado em 07/07/2026, 18:41
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Deputado Arnaldo Jardim
O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) afirmou nesta terça-feira (7) que a reunião entre a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o Ministério da Fazenda sobre a renegociação das dívidas rurais foi positiva, apesar de não ter terminado em acordo.
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Segundo o deputado, a FPA está fazendo cálculos e simulações sobre os impactos da proposta. O material deve ser entregue ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, até o fim da tarde desta terça-feira.
“Foi uma reunião positiva, uma disposição recíproca de ambas as partes de buscar chegar a um acordo”, afirmou ao SBT News.
A equipe econômica também faz simulações próprias. A expectativa, segundo Jardim, é que uma nova reunião seja realizada ainda hoje ou quarta-feira (8) para afinar os pontos em discussão.
“Acho que estou otimista”, avaliou o deputado, em tom mais positivo que o do presidente da FPA, Pedro Lupion (PP-PR), que adotou postura mais céticaao fim da reunião e afirmou não haver acordo para encerrar a tramitação do projeto aprovado pelo Senado.
Lupion disse que a bancada ruralista não aceita abandonar o texto e que seguirá usando a proposta como base das negociações.
A Fazenda apresentou à bancada alternativas ao PL, incluindo a possibilidade de edição de uma medida provisória. A proposta está sendo analisada pelos ruralistas e por técnicos ligados ao setor.
A discussão envolve pontos como o limite das operações, os critérios de enquadramento dos produtores, os juros da linha de renegociação, os prazos, a carência e o custo da equalização.
O projeto entrou no radar da equipe econômica como uma das chamadas “pautas-bomba”, termo usado para propostas que aumentam despesas ou reduzem receitas sem compensação.
O governo tenta reduzir o impacto fiscal da proposta. A Fazenda estima que o texto aprovado pelo Senado pode custar até R$ 140 bilhões em 13 anos. A FPA contesta o cálculo e afirma que a despesa seria consideravelmente menor, de até R$ 5 bilhões.
O PL 5.122 já foi aprovado pela Câmara e pelo Senado. Como o texto foi alterado pelos senadores, voltou para nova análise dos deputados.
Deputado do agro vê avanço em reunião sobre dívidas ruraisApós negociação sem acordo, Arnaldo Jardim diz que governo e FPA podem voltar a se reunir até quarta-feira (8)Economia2026-07-07T18:41:53.493ZO deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) afirmou nesta terça-feira (7) que a reunião entre a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o Ministério da Fazenda sobre a renegociação das dívidas rurais foi positiva, apesar de não ter terminado em acordo. Segundo o deputado, a FPA está fazendo cálculos e simulações sobre os impactos da proposta. O material deve ser entregue ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, até o fim da tarde desta terça-feira. “Foi uma reunião positiva, uma disposição recíproca de ambas as partes de buscar chegar a um acordo”, afirmou ao SBT News. A equipe econômica também faz simulações próprias. A expectativa, segundo Jardim, é que uma nova reunião seja realizada ainda hoje ou quarta-feira (8) para afinar os pontos em discussão. “Acho que estou otimista”, avaliou o deputado, em tom mais positivo que o do presidente da FPA, Pedro Lupion (PP-PR), que ao fim da reunião e afirmou não haver acordo para encerrar a tramitação do projeto aprovado pelo Senado. Lupion disse que a bancada ruralista não aceita abandonar o texto e que seguirá usando a proposta como base das negociações. A Fazenda apresentou à bancada alternativas ao PL, incluindo a possibilidade de edição de uma medida provisória. A proposta está sendo analisada pelos ruralistas e por técnicos ligados ao setor. A discussão envolve pontos como o limite das operações, os critérios de enquadramento dos produtores, os juros da linha de renegociação, os prazos, a carência e o custo da equalização. O projeto entrou no radar da equipe econômica como uma das chamadas “pautas-bomba”, termo usado para propostas que aumentam despesas ou reduzem receitas sem compensação. O governo tenta reduzir o impacto fiscal da proposta. A Fazenda estima que o texto aprovado pelo Senado pode custar até R$ 140 bilhões em 13 anos. A FPA contesta o cálculo e afirma que a despesa seria consideravelmente menor, de até R$ 5 bilhões. O PL 5.122 já foi aprovado pela Câmara e pelo Senado. Como o texto foi alterado pelos senadores, voltou para nova análise dos deputados.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/deputado-do-agro-ve-avanco-em-reuniao-sobre-dividas-rurais