Economia

Deputado do agro vê avanço em reunião sobre dívidas rurais

Após negociação sem acordo, Arnaldo Jardim diz que governo e FPA podem voltar a se reunir até quarta-feira (8)

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Caio Barcellos
Deputado Arnaldo Jardim

Deputado Arnaldo Jardim

O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) afirmou nesta terça-feira (7) que a reunião entre a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o Ministério da Fazenda sobre a renegociação das dívidas rurais foi positiva, apesar de não ter terminado em acordo.

Segundo o deputado, a FPA está fazendo cálculos e simulações sobre os impactos da proposta. O material deve ser entregue ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, até o fim da tarde desta terça-feira.

“Foi uma reunião positiva, uma disposição recíproca de ambas as partes de buscar chegar a um acordo”, afirmou ao SBT News.

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A equipe econômica também faz simulações próprias. A expectativa, segundo Jardim, é que uma nova reunião seja realizada ainda hoje ou quarta-feira (8) para afinar os pontos em discussão.

“Acho que estou otimista”, avaliou o deputado, em tom mais positivo que o do presidente da FPA, Pedro Lupion (PP-PR), que adotou postura mais cética ao fim da reunião e afirmou não haver acordo para encerrar a tramitação do projeto aprovado pelo Senado.

Lupion disse que a bancada ruralista não aceita abandonar o texto e que seguirá usando a proposta como base das negociações.

A Fazenda apresentou à bancada alternativas ao PL, incluindo a possibilidade de edição de uma medida provisória. A proposta está sendo analisada pelos ruralistas e por técnicos ligados ao setor.

A discussão envolve pontos como o limite das operações, os critérios de enquadramento dos produtores, os juros da linha de renegociação, os prazos, a carência e o custo da equalização.

O projeto entrou no radar da equipe econômica como uma das chamadas “pautas-bomba”, termo usado para propostas que aumentam despesas ou reduzem receitas sem compensação.

O governo tenta reduzir o impacto fiscal da proposta. A Fazenda estima que o texto aprovado pelo Senado pode custar até R$ 140 bilhões em 13 anos. A FPA contesta o cálculo e afirma que a despesa seria consideravelmente menor, de até R$ 5 bilhões.

O PL 5.122 já foi aprovado pela Câmara e pelo Senado. Como o texto foi alterado pelos senadores, voltou para nova análise dos deputados.

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