CNI propõe 7ª missão industrial após tarifas dos EUA
Proposta prevê apoio emergencial às empresas afetadas e medidas para ampliar a presença da indústria brasileira no exterior
Sofia Pilagallo
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defendeu nesta quinta-feira (23) a criação de uma nova frente na política industrial brasileira para apoiar empresas afetadas pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos e ampliar a presença da indústria nacional no mercado internacional. A proposta é incorporar à Nova Indústria Brasil (NIB) uma sétima missão, voltada às cadeias produtivas internacionais.
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A declaração foi dada após os Estados Unidos anunciarem uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de combater a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A medida se soma às sobretaxas anunciadas no início da semana pelo governo americano.
Segundo Alban, a prioridade imediata é reduzir os impactos das tarifas sobre as empresas atingidas. A atuação deverá envolver órgãos e instituições como a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Sebrae, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
"Começamos a discutir a criação de uma sétima missão dentro da política industrial, voltada às cadeias produtivas internacionais. A proposta é manter um projeto contínuo e permanentemente atualizado de apoio à internacionalização das indústrias brasileiras”, afirmou Alban a jornalistas.
"Isso parte do pressuposto de que precisamos preservar todas as relações comerciais existentes. Saímos daqui muito satisfeitos com a afirmação categórica do ministro de que o Brasil continuará negociando", acrescentou.
A ideia é estruturar um programa voltado à ampliação das exportações brasileiras, nos moldes do "Brasil Mais Produtivo". O projeto poderá funcionar como uma espécie de "Brasil Mais Exportador", com medidas para apoiar a entrada de produtos nacionais em outros países e facilitar a busca por mercados alternativos.
Alban reconheceu que a busca por novos mercados é mais difícil para setores que produzem bens manufaturados e de maior valor agregado, devido às exigências técnicas e comerciais de cada país. Segundo ele, as mudanças na economia mundial e o aumento das disputas geopolíticas tornam necessária uma política contínua de apoio à internacionalização da indústria.
No início da semana, os EUA já haviam anunciado uma sobretaxa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, sob a alegação de práticas comerciais consideradas desleais. Entre os setores atingidos estão os de máquinas, calçados, roupas, papel, produtos químicos, açúcar e etanol.
Ainda não está claro se a nova tarifa de 12,5% será acumulada à cobrança anterior. Caso as taxas sejam somadas, alguns produtos brasileiros poderão enfrentar uma sobretaxa total de 37,5% para entrar no mercado americano.
Como vai funcionar?
O apoio emergencial poderá incluir qualificação profissional, suporte comercial e medidas de auxílio aos setores afetados. Para Alban, porém, a resposta não deve se limitar à situação atual e precisa ser incorporada a uma estratégia de longo prazo.
A proposta prevê a criação de grupos de trabalho formados por representantes do governo e do setor produtivo. A iniciativa foi bem recebida pelo governo, mas ainda deverá cumprir etapas burocráticas antes de ser formalizada.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por sua vez, deverá mobilizar órgãos públicos capazes de participar das ações. A CNI, por sua vez, deverá reunir os segmentos industriais atingidos pelas tarifas, além de federações estaduais e empresas com forte atuação no comércio exterior.
CNI propõe 7ª missão industrial após tarifas dos EUAProposta prevê apoio emergencial às empresas afetadas e medidas para ampliar a presença da indústria brasileira no exteriorEconomia2026-07-23T22:41:25.222ZO presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defendeu nesta quinta-feira (23) a criação de uma nova frente na política industrial brasileira para apoiar empresas afetadas pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos e ampliar a presença da indústria nacional no mercado internacional. A proposta é incorporar à Nova Indústria Brasil (NIB) uma sétima missão, voltada às cadeias produtivas internacionais. A declaração foi dada após os Estados Unidos anunciarem uma , sob a justificativa de combater a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A medida se soma às sobretaxas anunciadas no início da semana pelo governo americano. Segundo Alban, a prioridade imediata é reduzir os impactos das tarifas sobre as empresas atingidas. A atuação deverá envolver órgãos e instituições como a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Sebrae, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). "Começamos a discutir a criação de uma sétima missão dentro da política industrial, voltada às cadeias produtivas internacionais. A proposta é manter um projeto contínuo e permanentemente atualizado de apoio à internacionalização das indústrias brasileiras”, afirmou Alban a jornalistas. "Isso parte do pressuposto de que precisamos preservar todas as relações comerciais existentes. Saímos daqui muito satisfeitos com a afirmação categórica do ministro de que o Brasil continuará negociando", acrescentou. A ideia é estruturar um programa voltado à ampliação das exportações brasileiras, nos moldes do "Brasil Mais Produtivo". O projeto poderá funcionar como uma espécie de "Brasil Mais Exportador", com medidas para apoiar a entrada de produtos nacionais em outros países e facilitar a busca por mercados alternativos. Alban reconheceu que a busca por novos mercados é mais difícil para setores que produzem bens manufaturados e de maior valor agregado, devido às exigências técnicas e comerciais de cada país. Segundo ele, as mudanças na economia mundial e o aumento das disputas geopolíticas tornam necessária uma política contínua de apoio à internacionalização da indústria. No início da semana, os EUA já haviam anunciado uma , sob a alegação de práticas comerciais consideradas desleais. Entre os setores atingidos estão os de máquinas, calçados, roupas, papel, produtos químicos, açúcar e etanol. Ainda não está claro se a nova tarifa de 12,5% será acumulada à cobrança anterior. Caso as taxas sejam somadas, alguns produtos brasileiros poderão enfrentar uma sobretaxa total de 37,5% para entrar no mercado americano. Como vai funcionar? O apoio emergencial poderá incluir qualificação profissional, suporte comercial e medidas de auxílio aos setores afetados. Para Alban, porém, a resposta não deve se limitar à situação atual e precisa ser incorporada a uma estratégia de longo prazo. A proposta prevê a criação de grupos de trabalho formados por representantes do governo e do setor produtivo. A iniciativa foi bem recebida pelo governo, mas ainda deverá cumprir etapas burocráticas antes de ser formalizada. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por sua vez, deverá mobilizar órgãos públicos capazes de participar das ações. A CNI, por sua vez, deverá reunir os segmentos industriais atingidos pelas tarifas, além de federações estaduais e empresas com forte atuação no comércio exterior. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/cni-propoe-7-missao-industrial-apos-tarifas-dos-eua
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