Brasil registra superávit comercial de US$ 9,8 bi em junho
Exportações cresceram 24,9% e chegaram a US$ 36,3 bi; importações subiram 14,4%, para US$ 26,5 bi
Caio Barcellos
03/07/2026, 19:17 • Atualizado em 03/07/2026, 20:17
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Estatal anunciou início de operações da plataforma de petróleo e gás P-79 | Divulgação/Petrobras
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 9,8 bilhões em junho de 2026, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira (3).
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O saldo positivo representa alta de 66,6% em relação ao resultado de junho de 2025, quando o superávit havia sido de US$ 5,9 bilhões.
A corrente de comércio, que soma exportações e importações, foi de US$ 62,8 bilhões em junho. O valor representa crescimento de 20,3% ante igual mês de 2025.
Os embarques somaram US$ 36,3 bilhões no mês, alta de 24,9% na comparação anual. Segundo o governo, o valor exportado em junho foi o maior já registrado em qualquer mês da série. Os desembarques chegaram a US$ 26,5 bilhões, avanço de 14,4% no mesmo período e melhor resultado para meses de junho.
No acumulado de janeiro a junho, o saldo comercial ficou positivo em US$ 42,4 bilhões, alta de 40,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando o resultado havia sido de US$ 30,2 bilhões. As exportações somaram US$ 184,8 bilhões no período, alta de 11,5%. As importações chegaram a US$ 142,4 bilhões, crescimento de 5,1%.
O governo também revisou para cima a projeção para o resultado da balança comercial em 2026. A estimativa passou para superávit de US$ 90 bilhões, acima dos US$ 72,1 bilhões previstos em abril. Se confirmado, será o segundo maior saldo da série histórica.
A nova projeção considera exportações de US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões no ano. Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, houve aceleração tanto das vendas quanto das compras externas.
“Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação, quanto de importação, que ajudaram a elevar esse valor previsto”, disse.
Setores
O avanço das exportações em junho foi puxado principalmente pela indústria extrativa. As vendas externas do setor somaram US$ 9,9 bilhões, alta de 58,4% ante junho de 2025. O desempenho foi influenciado por óleos brutos de petróleo, que cresceram 78,9% em valor, e minério de ferro, com alta de 20%.
Segundo Brandão, o preço do petróleo teve peso relevante no resultado. O valor médio do produto subiu 67,6% na comparação com junho do ano passado, enquanto o volume embarcado avançou 6,8%.
A agropecuária exportou US$ 8,1 bilhões, alta de 18%. O principal item foi a soja, com US$ 6,3 bilhões vendidos ao exterior, crescimento de 17,3%.
A indústria de transformação exportou US$ 18 bilhões, avanço de 14,7%. Entre os destaques estão carne bovina, com alta de 39,2%, óleos combustíveis de petróleo, com crescimento de 88,8%, e carnes de aves, com alta de 62,4%. Açúcares e melaços recuaram 24,3%.
Nas importações, a indústria de transformação respondeu pela maior parte das compras externas, com US$ 24,7 bilhões em junho, alta de 14,3%. O maior item da pauta foi veículos automóveis de passageiros, que somaram US$ 2,4 bilhões, crescimento de 67,1%.
Também tiveram alta as compras de medicamentos e produtos farmacêuticos, válvulas e componentes eletrônicos, partes e acessórios de veículos e máquinas de processamento automático de dados.
Por categoria de uso, as importações de bens de consumo subiram 34%. Também houve aumento nas compras de combustíveis, de 11,6%, bens intermediários, de 10,9%, e bens de capital, de 5,7%.
A importação da indústria extrativa somou US$ 1,2 bilhão, alta de 25%. As compras de óleos brutos de petróleo cresceram 40,7%. Já a agropecuária importou US$ 448,7 milhões, praticamente estável ante junho de 2025.
A China continuou como o principal destino das exportações brasileiras em junho, com US$ 12,2 bilhões. Em seguida vieram União Europeia, com US$ 4,8 bilhões, e Estados Unidos, com US$ 3,4 bilhões.
As vendas para os Estados Unidos cresceram 3,7% na comparação com junho de 2025, para US$ 3,47 bilhões. O resultado ocorre em meio à tensão comercial com o governo de Donald Trump, que ameaça aplicar novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Também houve alta nas exportações para a Ásia, de 29,9%, e para a Europa, de 43,9%. Na direção contrária, as vendas para o Mercosul caíram 4,7%. Para a Argentina, a queda foi de 18,1%.
Brandão também foi questionado sobre os efeitos do acordo entre Mercosul e União Europeia nos dados da balança. Segundo ele, ainda não é possível medir o impacto do acordo no comércio exterior brasileiro.
"Para observar isso efeitos do acordo, temos que esperar mais um pouco para fazer um levantamento. O que a gente sabe é que já tem relatos de empresas que estão se beneficiando disso, mas certamente tem uso já do acordo nos dois fluxos - de exportação e importação", declarou.
Brasil registra superávit comercial de US$ 9,8 bi em junhoExportações cresceram 24,9% e chegaram a US$ 36,3 bi; importações subiram 14,4%, para US$ 26,5 biEconomia2026-07-03T19:17:28.827ZA balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 9,8 bilhões em junho de 2026, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira (3). O saldo positivo representa alta de 66,6% em relação ao resultado de junho de 2025, quando o superávit havia sido de US$ 5,9 bilhões. A corrente de comércio, que soma exportações e importações, foi de US$ 62,8 bilhões em junho. O valor representa crescimento de 20,3% ante igual mês de 2025. Os embarques somaram US$ 36,3 bilhões no mês, alta de 24,9% na comparação anual. Segundo o governo, o valor exportado em junho foi o maior já registrado em qualquer mês da série. Os desembarques chegaram a US$ 26,5 bilhões, avanço de 14,4% no mesmo período e melhor resultado para meses de junho. Acumulado e projeções No acumulado de janeiro a junho, o saldo comercial ficou positivo em US$ 42,4 bilhões, alta de 40,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando o resultado havia sido de US$ 30,2 bilhões. As exportações somaram US$ 184,8 bilhões no período, alta de 11,5%. As importações chegaram a US$ 142,4 bilhões, crescimento de 5,1%. O governo também revisou para cima a projeção para o resultado da balança comercial em 2026. A estimativa passou para superávit de US$ 90 bilhões, acima dos US$ 72,1 bilhões previstos em abril. Se confirmado, será o segundo maior saldo da série histórica. A nova projeção considera exportações de US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões no ano. Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, houve aceleração tanto das vendas quanto das compras externas. “Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação, quanto de importação, que ajudaram a elevar esse valor previsto”, disse. Setores O avanço das exportações em junho foi puxado principalmente pela indústria extrativa. As vendas externas do setor somaram US$ 9,9 bilhões, alta de 58,4% ante junho de 2025. O desempenho foi influenciado por óleos brutos de petróleo, que cresceram 78,9% em valor, e minério de ferro, com alta de 20%. Segundo Brandão, o preço do petróleo teve peso relevante no resultado. O valor médio do produto subiu 67,6% na comparação com junho do ano passado, enquanto o volume embarcado avançou 6,8%. A agropecuária exportou US$ 8,1 bilhões, alta de 18%. O principal item foi a soja, com US$ 6,3 bilhões vendidos ao exterior, crescimento de 17,3%. A indústria de transformação exportou US$ 18 bilhões, avanço de 14,7%. Entre os destaques estão carne bovina, com alta de 39,2%, óleos combustíveis de petróleo, com crescimento de 88,8%, e carnes de aves, com alta de 62,4%. Açúcares e melaços recuaram 24,3%. Nas importações, a indústria de transformação respondeu pela maior parte das compras externas, com US$ 24,7 bilhões em junho, alta de 14,3%. O maior item da pauta foi veículos automóveis de passageiros, que somaram US$ 2,4 bilhões, crescimento de 67,1%. Também tiveram alta as compras de medicamentos e produtos farmacêuticos, válvulas e componentes eletrônicos, partes e acessórios de veículos e máquinas de processamento automático de dados. Por categoria de uso, as importações de bens de consumo subiram 34%. Também houve aumento nas compras de combustíveis, de 11,6%, bens intermediários, de 10,9%, e bens de capital, de 5,7%. A importação da indústria extrativa somou US$ 1,2 bilhão, alta de 25%. As compras de óleos brutos de petróleo cresceram 40,7%. Já a agropecuária importou US$ 448,7 milhões, praticamente estável ante junho de 2025. Destinos A China continuou como o principal destino das exportações brasileiras em junho, com US$ 12,2 bilhões. Em seguida vieram União Europeia, com US$ 4,8 bilhões, e Estados Unidos, com US$ 3,4 bilhões. As vendas para os Estados Unidos cresceram 3,7% na comparação com junho de 2025, para US$ 3,47 bilhões. O resultado ocorre em meio à tensão comercial com o governo de Donald Trump, que ameaça aplicar novas tarifas sobre produtos brasileiros. Também houve alta nas exportações para a Ásia, de 29,9%, e para a Europa, de 43,9%. Na direção contrária, as vendas para o Mercosul caíram 4,7%. Para a Argentina, a queda foi de 18,1%. Brandão também foi questionado sobre os efeitos do acordo entre Mercosul e União Europeia nos dados da balança. Segundo ele, ainda não é possível medir o impacto do acordo no comércio exterior brasileiro. "Para observar isso efeitos do acordo, temos que esperar mais um pouco para fazer um levantamento. O que a gente sabe é que já tem relatos de empresas que estão se beneficiando disso, mas certamente tem uso já do acordo nos dois fluxos - de exportação e importação", declarou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/brasil-registra-superavit-comercial-de-us-9-8-bi-em-junho
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