Economia

BC: Copom se reúne nesta semana para definir taxa Selic

Expectativa do mercado financeira é por manutenção de juros em 13,75% ao ano; última reunião de 2026 será em dezembro

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Sede do Banco Central (BC), em Brasília | Divulgação/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Sede do Banco Central (BC), em Brasília | Divulgação/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom), órgão formado por presidente e diretores do Banco Central (BC), se reúne nesta terça-feira (3) e quarta (4) pela primeira vez após as eleições de 2026 para tomar uma nova decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic.

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O mercado financeiro recalibrou expectativas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A vitória do mandatário para um quarto mandato fez o dólar subir e a bolsa de valores brasileira, a B3, registrar quedas acentuadas e ter que acionar o chamado circuit breaker, mecanismo que suspende negociações temporariamente.

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A Selic vinha em um ciclo de cinco cortes consecutivos, desde março, quando estava em 15% ao ano. O patamar atual, de 13,75%, vigora desde o último encontro do Copom, em setembro. A oitava e derradeira reunião do comitê em 2026 será nos dias 8 e 9 de dezembro. Já a primeira de 2027 está programada para 26 e 27 de janeiro.

O Copom também se reúne em meio a discussões sobre a forma como a taxa de juros é definida. Circularam rumores no mercado nesse domingo (1º) de que Lula teria um encontro com o economista André Lara Resende, defensor de um modelo de tabelamento da Selic.

Em setembro, a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) postou nas redes sociais um texto de Resende sobre o tema.

Na publicação, o economista defende obrigar o BC a tabelar a Selic num intervalo entre a meta de inflação, hoje em 3%, e a taxa de crescimento nominal potencial, que é a meta de inflação somada ao crescimento real potencial do país, o que seria algo em torno de 5,5% ao ano.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, no entanto, negou ao colunista Iander Porcella, do SBT News, que isso esteja em debate no governo e também que haja qualquer previsão de reunião entre Lula e Resende.

A Selic é o principal instrumento para controle da meta de inflação, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3% a partir do período iniciado em janeiro de 2025. O intervalo de tolerância é de 1,5 ponto para mais ou para menos, entre 1,5% e 4,5%.

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