Midterms: o que são as eleições de meio mandato nos EUA?
Americanos vão às urnas em 3 de novembro para renovar a Câmara e parte do Senado; resultado pode mudar a relação de forças no governo Trump

Apoiadores chegam a um comício com a presença do ex-presidente dos EUA Barack Obama em Morrow, Geórgia | REUTERS/Edgar Su
Os Estados Unidos realizam na próxima terça-feira (3) as eleições de meio mandato, conhecidas como midterms. A votação vai renovar toda a Câmara dos Representantes e parte do Senado, além de definir os governadores de diversos estados.
A disputa ocorre dois anos após a eleição presidencial e pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso americano. Atualmente, o Partido Republicano, do presidente Donald Trump, controla as duas Casas, mas corre o risco de perder a maioria para os democratas.
Embora Trump não esteja na disputa, o resultado das eleições pode influenciar diretamente os dois últimos anos de seu mandato, facilitando ou dificultando a aprovação de propostas do governo.
A votação antecipada já começou em alguns estados, e parte dos eleitores também pode votar pelo correio, conforme as regras eleitorais de cada localidade.
O que são as midterms?
As midterms são as eleições legislativas realizadas na metade do mandato de quatro anos do presidente dos Estados Unidos.
Diferentemente das eleições presidenciais, que ocorrem a cada quatro anos, as eleições para o Congresso americano acontecem a cada dois anos.
Em 2026, os eleitores vão escolher os parlamentares que assumirão seus mandatos em janeiro de 2027. Estarão em disputa:
- Câmara dos Representantes: todas as 435 cadeiras, com mandatos de dois anos;
- Senado: 35 das 100 cadeiras, incluindo vagas submetidas a eleições especiais;
- Governos estaduais: eleições para governador em 36 dos 50 estados americanos.
No Senado, os mandatos duram seis anos. Por isso, aproximadamente um terço das cadeiras é renovado a cada dois anos.
Por que as eleições são importantes para Trump?
As eleições de meio mandato são importantes porque podem modificar a composição do Congresso e, consequentemente, a capacidade do presidente de aprovar sua agenda política.
Atualmente, os republicanos têm maioria tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado. Se os democratas conquistarem o controle de uma das Casas, poderão dificultar a aprovação de projetos defendidos pelo governo e ampliar a fiscalização sobre o Executivo.
Por outro lado, a manutenção do controle republicano poderia favorecer a continuidade da agenda legislativa de Trump.
Como funciona a votação nos Estados Unidos?
Diferentemente do Brasil, que possui um sistema eleitoral nacional coordenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os Estados Unidos têm uma estrutura descentralizada.
Cada estado estabelece regras para a organização das eleições, incluindo procedimentos de votação, apuração e divulgação dos resultados, dentro dos limites da legislação federal.
O país também permite modalidades como a votação antecipada presencial e o voto pelo correio, embora as condições e os prazos variem conforme o estado.
A apuração é conduzida pelas autoridades eleitorais locais e estaduais. Por isso, os resultados das disputas podem ser divulgados em momentos diferentes.














