Acordo Mercosul-UE pode baratear vinho, queijo e chocolate europeu no Brasil
Tratado comercial será assinado em evento no Paraguai neste sábado (17), com a presença de líderes dos países do Mercosul e a presidente da União Europeia


Exame.com
Negociado há mais de 25 anos, o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul será finalmente assinado neste sábado (17). A assinatura, que acontece em evento no Paraguai, representa a oficialização do tratado que abre a maior área de comércio livre do mundo.
O acordo comercial é considerado o maior para o bloco composto pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Um dos efeitos práticos do tratado é a redução das alíquotas do imposto de importação, o que pode tornar produtos europeus no Brasil mais baratos.
Em nota, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disse que o acordo irá reunir "cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões". A expectativa é que as condições do acordo já comecem a valer no segundo semestre deste ano.
Além de atuar na exportação de produtos brasileiros, o acordo também estabelece novas condições para a importação de produtos produzidos na União Europeia.
O que diz o acordo entre o Mercosul e a União Europeia?
O acordo estabelece que itens terão suas tarifas diminuídas ao longo dos anos, fazendo com que alguns produtos importados da Europa fiquem mais baratos no Brasil.
A versão de setembro de 2025 do acordo estabelece as categorias de produtos e itens que terão suas tarifas reduzidas gradativamente ao longo dos próximos anos.
Itens da categoria 8, como o vinho, por exemplo, estão com um plano de eliminação de tarifa em oito anos.
O objetivo é que o valor já caia 20% no primeiro ano de vigência do acordo e vá caindo progressivamente até atingir a marca de 100% de tarifa eliminada no oitavo ano.
Confira os produtos que podem ficar mais baratos com o acordo:
- Vinho: importados atualmente com tarifa de 20% no Brasil, mas, com o acordo, haverá redução de 11,1% na taxa já no primeiro ano e irá reduzir mais para atingir a marca 0 em 8 anos;
- Cerveja: a cerveja feita com malte possui atualmente tarifa de 20%; com o acordo, a tarifa será reduzida em 9,1% no primeiro ano para atingir 0 em 10 anos;
- Bebidas não alcoólicas: essa categoria está atualmente taxada em 20%, mas será reduzida em 9,1%, obedecendo às mesmas regras para a cerveja;
- Azeite de oliva virgem: a taxa atualmente está em 10% e o plano é de reduzir em 15 anos, com 6,3% de queda já no primeiro ano do acordo;
- Queijo mozzarella: atualmente taxado em 28%, mas a tarifa será limitada na cota de importação de 30 mil toneladas;
- Queijo azul: hoje com tarifa de 16%, que deve ser zerada ao atingir a marca de 30 mil toneladas importadas;
- Pêssego em calda: tarifa atualmente em 55%, mas terá redução de 12,5% já no primeiro ano para reduzir completamente em sete anos;
- Chocolate: atualmente com a tarifa em 20%; no primeiro ano, haverá redução de 6,3% e irá diminuir mais a cada ano até reduzir a 0 no décimo quinto ano após a implementação do acordo;
- Panettone: 18% de taxa, com tarifas reduzidas entre quatro e sete anos;
- Perfume: 18% de taxa, e as tarifas devem ser reduzidas no prazo de quatro anos.









