Mundo

Rússia diz que guerra pode ter efeito contrário, com Irã e países árabes buscando armas nucleares

EUA e Israel disseram que o desenvolvimento de bombas era uma das principais razões para o início dos ataques

Avatar de SBT News
Avatar de com informações da Reuters
SBT News, com informações da Reuters
Presidente russo Vladimir Putin em Moscou | Alexander Nemenov/Pool via Reuters

Presidente russo Vladimir Putin em Moscou | Alexander Nemenov/Pool via Reuters

A Rússia alertou nesta terça-feira (3) que a guerra lançada pelos EUA e Israel pode resultar exatamente ao contrário do que eles estavam tentando evitar: estimular tanto o Irã quanto seus vizinhos árabes a buscar a aquisição de armas nucleares.

O presidente dos EUA, Donald Trump, citou o desenvolvimento de armas nucleares do Irã — algo que Teerã nega — como uma das principais razões para o ataque.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que a consequência lógica seria que "forças surgirão no Irã, a favor de fazer exatamente o que os norte-americanos querem evitar: adquirir uma bomba nuclear. Porque os EUA não atacam aqueles que têm bombas nucleares".

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

Lavrov afirmou que os países árabes também poderiam entrar na corrida para construir uma bomba. Ele disse que o risco agora está aumentando e que “o problema da radiação nuclear pode começar a sair do controle”.

“O objetivo nobre declarado, aparentemente paradoxal, de iniciar uma guerra para impedir a preparação de armas nucleares poderia estimular tendências completamente opostas”.

Israel é amplamente visto como o único Estado com armas nucleares da região.

A Rússia, que tem laços com o Irã, chamou o assassinato do líder iraniano Ali Khamenei de um crime cínico, e pediu o fim dos ataques.

“[O presidente russo] Vladimir Putin certamente fará todos os esforços para contribuir para pelo menos uma ligeira redução das tensões”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres.

Últimas notícias