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Tropas do Paquistão e do Afeganistão entram em confronto; ONU diz que 42 civis afegãos foram mortos

Islamabad lançou mísseis ar-terra contra instalações militares do Taliban na semana passada e atacou diretamente o governo Talibã

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Homem caminha perto de muro atingido por ataque aéreo em meio a conflito entre Afeganistão e Paquistão em Kandahar, no Afeganistão | 28/06/2026/Reuters/Stringer

Tropas paquistanesas e afegãs entraram em confronto em vários pontos ao longo da extensa fronteira entre os dois países nesta terça-feira (3), enquanto a missão das Nações Unidas para o Afeganistão alertou que 42 civis no país foram mortos até agora no conflito que já dura seis dias.

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Os países do sul da Ásia, que se tornaram inimigos, travaram os piores combates dos últimos anos após ataques aéreos paquistaneses a grandes cidades afegãs na semana passada, aumentando os temores de outro conflito prolongado em uma região que também enfrenta ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.

Islamabad lançou mísseis ar-terra contra instalações militares do Talibã na semana passada e até mesmo atacou diretamente o governo Talibã em ataques contínuos e sem precedentes, sob a alegação de que ele abriga militantes que executam ataques contra o Paquistão a partir de seu território. O Taliban negou ter ajudado grupos militantes.

O ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, disse nesta terça-feira que ataques aéreos bem-sucedidos foram realizados na base aérea de Bagram, ao norte de Cabul, que serviu como um importante centro de comando norte-americano durante os 20 anos de guerra no Afeganistão.

"Tínhamos informações de que havia munições e equipamentos críticos sendo usados por terroristas para combater o Exército paquistanês ao longo da fronteira, bem como pelas tropas talibãs afegãs", disse Tarar à Reuters, no primeiro reconhecimento oficial paquistanês dos ataques.

A polícia afegã disse no domingo que o ataque a Bagram foi repelido por armas antiaéreas.

Uma fonte graduada de segurança do Paquistão disse que os ataques aéreos continuariam até que o Afeganistão tomasse medidas concretas para lidar com os militantes que usavam seu território.

Se tais medidas não forem tomadas, o Paquistão pode ter como alvo a alta liderança do Talibã, disse a fonte.

(Reportagem de Mohammad Yunus Yawar, em Cabul; Saad Sayeed, em Bangcoc, e Asif Shahzad, em Islamabad)

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