"Não nos limitaremos ao eterno papel de exportadores de commodities", diz Lula sobre acordo UE-Mercosul
Presidente descreveu processo para aprovação do tratado comercial como uma demora de "mais de 25 anos de sofrimento e tentativa"
G
Gabriela Vieira
Lula e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (16) que o Brasil não se limitará ao eterno papel de exportadores de commodities. O discurso foi durante o encontro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, e ocorreu um dia antes da assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, previsto para sábado (17) em Assunção, no Paraguai.
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Lula, no entanto, não participará da assinatura. Nesta sexta, o mandatário se reuniu com von der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. O encontro teve como foco as negociações do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, além de outros temas da relação bilateral.
O acordo, segundo Lula, vai "além da dimensão econômica", já que a União Europeia e o Mercosul compartilham valores "como respeito à democracia, ao Estado de Direito e direitos humanos".
"Amanhã [sábado], em Assunção, UE e Mercosul farão história ao criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e um produto interno bruto de 22 trilhões de dólares. Essa é uma parceria baseada no multilateralismo", acrescentou Lula.
Negociado há mais de 20 anos, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul ainda enfrenta oposição, sobretudo de segmentos agrícolas europeus. Mesmo assim, o governo brasileiro considera o tratado estratégico para expandir o comércio e aprofundar os laços econômicos entre os blocos.
"Não nos limitaremos ao eterno papel de exportadores de commodities", diz Lula sobre acordo UE-MercosulPresidente descreveu processo para aprovação do tratado comercial como uma demora de "mais de 25 anos de sofrimento e tentativa"Política2026-01-16T18:07:40.474ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (16) que o Brasil não se limitará ao eterno papel de exportadores de commodities. O discurso foi durante o encontro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, e ocorreu um dia antes da assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, previsto para sábado (17) em Assunção, no Paraguai. Lula, no entanto, não participará da assinatura. Nesta sexta, o mandatário se reuniu com von der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. O encontro teve como foco as negociações do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, além de outros temas da relação bilateral. O acordo, segundo Lula, vai "além da dimensão econômica", já que a União Europeia e o Mercosul compartilham valores "como respeito à democracia, ao Estado de Direito e direitos humanos". "Amanhã [sábado], em Assunção, UE e Mercosul farão história ao criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e um produto interno bruto de 22 trilhões de dólares. Essa é uma parceria baseada no multilateralismo", acrescentou Lula. Negociado há mais de 20 anos, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul ainda enfrenta oposição, sobretudo de segmentos agrícolas europeus. Mesmo assim, o governo brasileiro considera o tratado estratégico para expandir o comércio e aprofundar os laços econômicos entre os blocos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/nao-nos-limitaremos-ao-eterno-papel-de-exportadores-de-commodities-diz-lula
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