Haddad diz que teve reunião "muito boa" com Campos Neto, do Banco Central
Foi a 1ª reunião oficial desde que o governo apresentou a nova proposta de mudança na regra de gastos

Fernando Haddad e Roberto Campos Neto
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu no fim da tarde desta 2ª feira (3.abr) com o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, na sede do ministério em Brasília. O encontro durou cerca de uma hora.
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Campos Neto entrou pela garagem privativa e não conversou com os jornalistas. Haddad falou rapidamente após o encontro. Disse que a reunião foi "muito boa" e que os dois conversaram "sobre tudo" e que trocaram informações sobre a situação econômica, juros e a proposta do governo com a novas regras para controlar os gastos.
"Foi uma reunião de rotina em que a gente conversa sobre vários temas, alinha informações, troca informações e estabelece alguns protocolos de como encaminhar as coisas. Foi muito boa, conversamos sobre tudo, não teve uma pauta específica", disse Haddad em conversa com jornalistas na portaria do Ministério da Fazenda.
Foi o primeiro encontro oficial dos dois desde que o governo apresentou, na 5ª feira (30.abr) da semana passada, a proposta que altera as regras fiscais para o controle das contas públicas e do endividamento do governo, chamada de novo arcabouço fiscal. Segundo Haddad, até a 2ª feira (10.abr) da semana que vem, chegarão ao Congresso a proposta do novo arcabouço fiscal, e a medida provisória que amplia a arrecadação da União. No caso da proposta das regras fiscais, se o texto ficar pronto antes, já poderá ser enviado.
Comércio eletrônico
Haddad ainda confirmou que uma das ações para aumentar a arrecadação é cobrar tributos de empresas com sede em outros países, mas que vendem produtos para o Brasil. O governo estima arrecadar até R$ 8 bilhões com a tributação de plataformas de varejo internacionais que driblam as regras da Receita Federal.
Questionado se o projeto mira em lojas online chinesas que vendem pela internet, Haddad não mencionou as empresas que serão afetadas pela medida, mas afirmou que quem não está pagando imposto, terá que pagar.
"O problema todo é o contrabando, o comércio eletrônico faz bem para o país, estimula a concorrência. O que temos de coibir é o contrabando porque está prejudicando muito as empresas brasileiras que pagam impostos", afirmou. O ministro ponderou que essas empmresas online "não podem fazer concorrência desleal com quem está pagando imposto" no país.















