MP-SP abre procedimento para investigar causas da morte de modelo trans
Lorena Muniz morreu depois de ser deixada anestesiada em sala de cirurgia durante incêndio em clínica

De cabelo ruivo e blusa rosa, modelo trans lorena muniz sorri para foto com a mão na cabeça
O Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi) será responsável pela apuração. Na terça (23), familiares da modelo se reuniram com parlamentares na Assembleia Legislativa para pedir justiça sobre o caso.
Lorena Muniz morreu anestesiada após ser deixada na sala de cirurgia pelos funcionários da clínica e inalou fumaça por conta do incêndio. Ela veio de Recife (PE) à capital paulista apenas para fazer o procedimento estético.
Foram requisitadas informações da Vigilância Sanitária e alvará do Corpo de Bombeiros pela promotora de Justiça Maria Fernanda Balsalobre Pinto. O objetivo é verificar se o local tinha licença e auto de vistoria permitindo a prática de cirurgia no local. Também foram solicitados dados sobre as clínicas Dr. Paulino e Saúde Aqui.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo está investigando as causas da morte, do incêndio e de provável homicídio culposo, como foi registrado o caso. O laudo necroscópico da modelo segue em andamento. Os documentos serão determinantes para apurar suposta negligência dos profissionais da clínica.














