Pacheco deve adiar para fevereiro decisão sobre reoneração da folha, diz líder
Reunião debateu possibilidade de devolução parcial de medida provisória, com mudança em trecho que afeta setores; movimento ainda será negociado com Haddad
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Lis Cappi
O Congresso Nacional deve decidir apenas em fevereiro a possível devolução da medida provisória que prevê a reoneração da folha de pagamentos a partir de abril. O tema foi discutido em reunião com líderes partidários no Senado, em encontro que contou com baixa adesão de representantes, nesta terça-feira (9.jan).
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A devolução parcial é uma possibilidade que ganhou força no debate entre líderes, conforme afirmou o senador Jorge Kajuru (PSB-GO). Primeiro a deixar o encontro, ele disse que a medida provisória ainda estava em debate entre demais representantes, mas que um movimento definitivo deve vir após novas negociações. Entre elas, está no radar uma negociação com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A previsão é que um novo encontro para definir o tema ocorra na primeira semana de fevereiro, após o fim do recesso no Legislativo. Até lá, Haddad também deverá encontrar individualmente líderes de partidos para defender o pacote econômico do governo, apresentado sob justificativa de déficit zero das contas públicas no ano que vem.
A medida provisória apresenta pontos que vão além da reoneração da folha de pagamentos, o que reforça a possibilidade de uma devolução parcial do texto. Caso esse movimento avance, Pacheco poderia retirar a parte que suspende a desoneração para 17 setores até 2027. Essa prorrogação foi aprovada no ano passado por deputados e senadores, e fez com que a possibilidade de suspensão por parte do Executivo causasse embate no Congresso Nacional.
“Sou vice-líder do governo, mas tenho independência para falar. O que aconteceu foi uma afronta ao Congresso essa medida provisória”, afirma Kajuru. Ele vai se reunir com representante da Fazenda para discutir a sugestão do governo nesta quarta-feira.
Medida Provisória da reoneração
A sugestão do governo faz parte de um pacote de rearranjos econômicos para aumentar a arrecadação de 2024 e ter déficit zero de contas públicas, mas contraria decisão recente de deputados e senadores. Por ter sido apresentada como medida provisória, a mudança é imediata - com projeção para retomar oneração de setores a partir de abril. A sugestão depende do Congresso para se tornar permanente.
Pacheco deve adiar para fevereiro decisão sobre reoneração da folha, diz líderReunião debateu possibilidade de devolução parcial de medida provisória, com mudança em trecho que afeta setores; movimento ainda será negociado com HaddadCongresso2024-01-09T14:57:08.628ZO Congresso Nacional deve decidir apenas em fevereiro a possível devolução da medida provisória que prevê a reoneração da folha de pagamentos a partir de abril. O tema foi discutido em reunião com líderes partidários no Senado, em encontro que contou com baixa adesão de representantes, nesta terça-feira (9.jan). A devolução parcial é uma possibilidade que ganhou força no debate entre líderes, conforme afirmou o senador Jorge Kajuru (PSB-GO). Primeiro a deixar o encontro, ele disse que a medida provisória ainda estava em debate entre demais representantes, mas que um movimento definitivo deve vir após novas negociações. Entre elas, está no radar uma negociação com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A previsão é que um novo encontro para definir o tema ocorra na primeira semana de fevereiro, após o fim do recesso no Legislativo. Até lá, Haddad também deverá encontrar individualmente líderes de partidos para defender o pacote econômico do governo, apresentado sob justificativa de déficit zero das contas públicas no ano que vem. A medida provisória apresenta pontos que vão além da reoneração da folha de pagamentos, o que reforça a possibilidade de uma devolução parcial do texto. Caso esse movimento avance, Pacheco poderia retirar a parte que suspende a desoneração para 17 setores até 2027. Essa prorrogação foi aprovada no ano passado por deputados e senadores, e fez com que a possibilidade de suspensão por parte do Executivo causasse embate no Congresso Nacional. “Sou vice-líder do governo, mas tenho independência para falar. O que aconteceu foi uma afronta ao Congresso essa medida provisória”, afirma Kajuru. Ele vai se reunir com representante da Fazenda para discutir a sugestão do governo nesta quarta-feira. Medida Provisória da reoneração A sugestão do governo faz parte de um pacote de rearranjos econômicos para aumentar a arrecadação de 2024 e ter déficit zero de contas públicas, mas contraria decisão recente de deputados e senadores. Por ter sido apresentada como medida provisória, a mudança é imediata - com projeção para retomar oneração de setores a partir de abril. A sugestão depende do Congresso para se tornar permanente. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/congresso/pacheco-deve-adiar-para-fevereiro-decisao-sobre-reoneracao-da-folha-diz-lider