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Elo com "gabinete paralelo" e hino da empresa: o que se sabe da Prevent

Depoimento de advogada de médicos que denunciaram empresa revelou modus operandi para receitar "kit covid"

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Bruna Morato
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Senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia afirmaram que o depoimento da advogada Bruna Morato, que representa 12 médicos que denunciaram irregularidades da Prevent Senior, nesta 3ª feira (28.set), revelou ligação da operadora de saúde a integrantes do governo federal e aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que comporiam o chamado "gabinete paralelo". 

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Médicos relataram pressão de diretores da Prevent para que receitassem a pacientes com coronavírus medicamentos sem eficácia para a doença, os chamados "kit covid". Segundo Morato, um "acordo" teria sido firmado com o Ministério da Economia para que a operadora defendesse o uso dos remédios como uma espécie de prevenção para a doença, a fim de evitar que pessoas aderissem ao lockdown. À época, ainda não havia ofertas de vacinas. 

Diante dos relatos, a comissão quer convocar o diretor da Agência Nacional de Saúde Suplementar(ANS), Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho, para prestar depoimento sobre o caso. O órgão é responsável por regular o mercado de planos de saúde. Cresce, ainda, a pressão para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, seja ouvido, apesar da advogada afirmar que o nome do economista não foi citado nas denúncias. Quem teria conversado com diretores da operadora foi o secretário de política econômica da pasta, Adolfo Sachsida.

A advogada ainda contou que, entre 2015 e 2017, a Prevent Senior obrigava médicos a cantar com a mão no peito um hino em eventos da empresa, que defendia "lealdade e obediência".A assessoria da empresa, contudo, disse que era apenas uma "brincadeira" e que os profissionais não eram obrigados.

Veja reportagem do SBT Brasil:

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