Elo com "gabinete paralelo" e hino da empresa: o que se sabe da Prevent
Depoimento de advogada de médicos que denunciaram empresa revelou modus operandi para receitar "kit covid"

Gabriela Vinhal
Senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia afirmaram que o depoimento da advogada Bruna Morato, que representa 12 médicos que denunciaram irregularidades da Prevent Senior, nesta 3ª feira (28.set), revelou ligação da operadora de saúde a integrantes do governo federal e aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que comporiam o chamado "gabinete paralelo".
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Médicos relataram pressão de diretores da Prevent para que receitassem a pacientes com coronavírus medicamentos sem eficácia para a doença, os chamados "kit covid". Segundo Morato, um "acordo" teria sido firmado com o Ministério da Economia para que a operadora defendesse o uso dos remédios como uma espécie de prevenção para a doença, a fim de evitar que pessoas aderissem ao lockdown. À época, ainda não havia ofertas de vacinas.
Diante dos relatos, a comissão quer convocar o diretor da Agência Nacional de Saúde Suplementar(ANS), Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho, para prestar depoimento sobre o caso. O órgão é responsável por regular o mercado de planos de saúde. Cresce, ainda, a pressão para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, seja ouvido, apesar da advogada afirmar que o nome do economista não foi citado nas denúncias. Quem teria conversado com diretores da operadora foi o secretário de política econômica da pasta, Adolfo Sachsida.
A advogada ainda contou que, entre 2015 e 2017, a Prevent Senior obrigava médicos a cantar com a mão no peito um hino em eventos da empresa, que defendia "lealdade e obediência".A assessoria da empresa, contudo, disse que era apenas uma "brincadeira" e que os profissionais não eram obrigados.
Veja reportagem do SBT Brasil:









