Jornalismo

Crimes de Guerra na Ucrânia serão apurados por mais de 40 países

Denúncias somam mais de 12 mil e envolvem casos de assassinato, tortura e deslocamento forçado

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Camila Stucaluc
15/07/2022, 08:45 • Atualizado em 31/10/2023, 02:30
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Decisão acontece após novos ataques russos atingirem áreas residenciais ucranianas | Divulgação/Governo da Ucrânia

Decisão acontece após novos ataques russos atingirem áreas residenciais ucranianas | Divulgação/Governo da Ucrânia

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Mais de 40 países concordaram, na 5ª feira (14.jul), em coordenar investigações sobre denúncias de crimes de guerra na Ucrânia. Segundo o grupo, que inclui Estados Unidos, União Europeia, Canadá e México, a decisão acontece após novos ataques russos atingirem áreas residenciais, matando centenas de civis que estavam longe da linha de frente de batalha.

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"Mísseis russos atingiram nossa cidade de Vinnytsia, uma cidade comum e pacífica. Mísseis de cruzeiro atingiram duas instalações comunitárias, casas foram destruídas, um centro médico foi destruído, carros foram incendiados. Este é o ato de terror russo", disse o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, logo após o ocorrido.

O documento foi assinado na sede do Tribunal Penal Internacional, que já vinha demonstrando apoio às apurações individuais sobre o caso. Até o momento, o governo ucraniano contabiliza mais de 12 mil investigações por crimes de guerra desde o início da ofensiva, em 24 de fevereiro. No geral, as denúncias incluem assassinatos, torturas, prisões e deslocamentos forçados.

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Além da investigação conjunta, os países prometeram 20 milhões de euros para ajudar o Tribunal, o gabinete do procurador-geral na Ucrânia e os esforços de apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).

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