Jornalismo

ONU confirma mais de 4,2 mil civis mortos na guerra da Ucrânia

Número de refugiados chega a 6,9 milhões, enquanto 15 milhões precisam de ajuda humanitária

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Camila Stucaluc
07/06/2022, 15:11 • Atualizado em 31/10/2023, 02:15
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Maioria dos civis morreu devido ao uso de explosivos, incluindo projéteis lançados por artilharia pesada e bombardeios aéreos | Divulgação/Governo da Ucrânia

Maioria dos civis morreu devido ao uso de explosivos, incluindo projéteis lançados por artilharia pesada e bombardeios aéreos | Divulgação/Governo da Ucrânia

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A Organização das Nações Unidas (ONU) informou, nesta terça-feira (7.jun), que pelo menos 4.253 civis morreram e 5.141 ficaram feridos desde o início da invasão russa na Ucrânia, em 24 de fevereiro. Das vítimas, 272 são crianças e a maioria morreu devido ao uso de explosivos, incluindo projéteis lançados por artilharia pesada e bombardeios aéreos.

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Apesar do número, a entidade afirma que a quantidade real de óbitos e feridos pode ser muito maior, uma vez que não há como monitorar as áreas onde os combates estão mais intensos. O cenário envolve, principalmente, as cidades de Mariupol (região de Donetsk), Izium (região de Kharkiv) e Popasna (região de Lugansk).

Todos os casos são repudiados pelo Conselho de Segurança da ONU, já que os ataques contra infraestruturas civis e áreas residenciais são considerados como crimes de guerra. 

Além disso, a entidade estima que cerca de 15 milhões de ucranianos necessitam de assistência humanitária, sendo que mais de 6,9 milhões estão em situação de refúgio em países vizinhos. A movimentação na Europa, classificada como crise, é a maior desde a Segunda Guerra Mundial.

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Atualmente, os combates militares na Ucrânia se acumulam na cidade de Severodonetsk, localizada na região separatista de Donbass. Mais cedo, o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, anunciou controle das zonas residenciais, totalizando mais de 70% de domínio do município. Em relação ao país, as forças de Moscou já controlam cerca de 20% do território.

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