Vereadora aciona MPF após aluno usar traje nazista em festa de formatura no RN
Faculdade de Enfermagem Nova Esperança de Mossoró manifestou repúdio ao episódio e disse que ajuda na apuração do caso


Camila Stucaluc
A vereadora Plúvia Oliveira (PT) acionou o Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte (MPF-RN) para apurar o caso do adolescente que utilizou vestimenta e fez saudações nazistas em um baile de formatura do curso de Medicina da Faculdade de Enfermagem e Medicina Nova Esperança de Mossoró (FACENE). O caso aconteceu no último sábado (10) e viralizou nas redes sociais.
Segundo a vereadora, a representação foi protocolada em conjunto com outros partidos políticos, movimentos sociais e professores. Na ação, o grupo pede a identificação dos envolvidos, a adoção das medidas cabíveis e a garantia de que práticas dessa natureza não sejam normalizadas.
“Apologia ao nazismo não é brincadeira, não é fantasia e não pode ser relativizada, é um crime previsto em lei que atenta contra a democracia, os direitos humanos e a memória de milhões de vítimas”, disse Plúvia. “O que aconteceu no baile de formatura de Medicina da FACENE é crime e precisa ser investigado e [os responsáveis] precisam ser punidos”, acrescentou a vereadora.
Segundo os organizadores, o adolescente foi ao evento como convidado de duas irmãs, que eram formandas. Ele estava acompanhado dos pais, e, num momento pontual da festa, teria trocado de roupa. Além do traje, o adolescente apareceu em vídeos fazendo a tradicional saudação nazista, com o braço direito estendido, feita para reverenciar o então Führer da Alemanha nazista, Adolf Hitler.
"A Master Produções e Eventos repudia de forma veemente qualquer ato, símbolo ou manifestação relacionada ao nazismo ou a ideologias de ódio. A apologia ao nazismo é crime no Brasil, e não compactuamos, não toleramos e não aceitaremos esse tipo de conduta em eventos sob nossa responsabilidade”, disse a empresa organizadora.
Em nota, a FACENE também repudiou o caso, dizendo que o ato é repugnante e afronta os valores democráticos, a dignidade e a memória das vítimas do nazismo. A universidade reiterou que não tolera simpbolos, manifestações ou condutas que promovam o ódio, discriminação ou apologia a regimes totalitários.
“Embora o evento não tenha sido promovido pela instituição, a faculdade envidou esforços para cooperação com os organizadores do baile a fim de apurar os fatos. Destacamos a responsabilidade primordial dos genitores ou responsáveis legais pelo menor envolvido, que devem zelar pela formação ética, pelo respeito aos direitos humanos e assumir as consequências educativas e legais dos atos praticados”, afirmou.








