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Vai ter greve no Metrô de São Paulo? Funcionários fazem assembleia nesta terça-feira (12)

Em estado de greve, metroviários ameaçam parar linhas da capital paulista após impasse sobre concurso público e plano de saúde

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Emanuelle Menezes
11/05/2026, 12:14 • Atualizado em 12/05/2026, 17:49
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Metrô de São Paulo | Rovena Rosa/Agência Brasil

Metrô de São Paulo | Rovena Rosa/Agência Brasil

Funcionários do Metrô de São Paulo realizam nesta terça-feira (12), às 18h30, uma assembleia considerada decisiva para definir se a categoria entrará em greve a partir da meia-noite de quarta-feira (13). A reunião acontecerá na sede do Sindicato dos Metroviários, no Belém, na zona leste da capital paulista.

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Segundo o sindicato, a paralisação pode ser deflagrada diante do que a categoria classifica como "intransigência" da direção do Metrô e do governo estadual nas negociações sobre contratação de funcionários, plano de carreira e mudanças no plano de saúde.

Se a greve ocorrer, ela pode afetar as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô, além das linhas 15-Prata e 17-Ouro do Monotrilho.

Entre as principais reivindicações está a realização de um novo concurso público para reforçar o quadro de funcionários da companhia. Os metroviários afirmam que o número de trabalhadores caiu drasticamente nos últimos 10 anos e acusam o governo de apostar na terceirização para substituir servidores concursados.

De acordo com o sindicato, a redução no efetivo teria aumentado a sobrecarga de trabalho e impactado diretamente o atendimento aos passageiros e as condições de saúde dos funcionários.

"Além de precarizar o serviço e o trabalho, essa política adoece os metroviários e tem impacto no nosso plano de saúde, que está com rombo por causa da redução drástica da quantidade de funcionários", diz o Sindicato dos Metroviários.

A categoria também critica mudanças previstas no plano de saúde Metrus. De acordo com os trabalhadores, a proposta pode elevar descontos em folha e aumentar o custo de procedimentos médicos e internações.

O sindicato ainda relaciona a mobilização à discussão sobre plano de carreira, pagamento dos chamados "steps" – mecanismo de progressão salarial – e negociação da Participação nos Resultados (PR) de 2026.

"Catraca livre"

A categoria também voltou a defender a chamada "catraca livre", proposta em que os trabalhadores manteriam o funcionamento do sistema sem cobrança de tarifa caso o governo estadual autorizasse a medida.

"Se o governador topar liberar a catraca, a categoria trabalha e garante o funcionamento do Metrô", diz o Sindicato dos Metroviários.

Estado de greve começou em fevereiro

Os metroviários estão em estado de greve desde fevereiro, quando a categoria aprovou uma série de mobilizações após impasses nas negociações com a empresa.

Na ocasião, o sindicato afirmou que o movimento era motivado pela falta de avanço nas discussões sobre plano de carreira, contratação de novos funcionários e pagamento dos "steps".

A categoria também criticou os programas de demissão voluntária adotados nos últimos anos e a ausência de reposição do quadro de trabalhadores.

Buscas aumentam

Com a possibilidade de paralisação, as pesquisas por "greve metrô SP" começam a crescer no Google, na comparação com os últimos 12 meses. Os dados são do Google Trends, ferramenta que exibe os termos mais populares no buscador.

O pico de interesse no assunto ocorreu em fevereiro, na semana em que a categoria votou pelo estado de greve. Veja no gráfico abaixo:

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