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Após recusa de Trump, Irã descreve proposta de paz como 'legítima e generosa'

Condições foram classificadas como "inaceitáveis" pelo presidente dos Estados Unidos

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Camila Stucaluc
11/05/2026, 10:58 • Atualizado em 11/05/2026, 13:18
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, defendeu, nesta segunda-feira (11), a proposta de paz apresentada pelo país para encerrar a guerra com os Estados Unidos e Israel. Segundo ele, o texto, rejeitado por Washington, é “legítimo e generoso”.

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"Não pedimos nenhuma concessão. A única coisa que buscávamos eram os direitos legítimos do Irã”, disse Baghaei, em coletiva de imprensa.

Na declaração, o porta-voz elencou as exigências impostas na proposta de paz. Entre elas estão o fim das hostilidades contra o país, a suspensão do bloqueio marítimo aos portos iranianos (imposto pelos Estados Unidos) e a liberação dos ativos iranianos que foram congelados por Washington.

Ele ainda citou o pedido pela passagem segura pelo Estreito de Ormuz e o estabelecimento da segurança na região e no Líbano — onde Israel segue atacando alvos do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. O programa nuclear iraniano, por sua vez, ficaria para a próxima fase de negociações.

As exigências iranianas foram rejeitadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou os pontos citados por Teerã como “inaceitáveis”. Além de impor um impasse diplomático, a recusa norte-americana fez os preços do petróleo chegarem a US$ 104 devido ao cenário incerto no Estreito de Ormuz, em meio a temores sobre a oferta global do produto.

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