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Sobe para 30 o número de mortos pelas chuvas em MG; 23 são de Juiz de Fora

Além das mortes confirmadas, 39 pessoas estão desaparecidas; governo estadual deve decretar luto oficial de três dias

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A prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública no município | Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Subiu para 30 o número de mortos em decorrência das fortes chuvas que atingiram Minas Gerais nesta terça-feira (24). Segundo atualização da Defesa Civil de Minas Gerais, 23 pessoas morreram em Juiz de Fora, município mais afetado, e outras 7 em Ubá, na Zona da Mata.

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Além das mortes confirmadas, 39 pessoas estão desaparecidas, 36 em Juiz de Fora e 3 em Ubá.

O governador Romeu Zema (Novo) informou que deve decretar luto oficial de três dias no estado.

“Estou acompanhando todos os desdobramentos das ocorrências na Zona da Mata. O trabalho do Estado continuará enquanto for necessário. Minas está presente e fará tudo o que estiver ao seu alcance para amenizar esse sofrimento”, afirmou.

Situação em Juiz de Fora

A prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública no município. Em razão da continuidade das chuvas e das condições climáticas adversas, as aulas nas escolas municipais e os atendimentos nas creches foram suspensos na quarta-feira (25) e quinta-feira (26).

A administração municipal disse que lamenta as mortes e que atua junto à Defesa Civil Estadual e ao Corpo de Bombeiros para atender às ocorrências. Segundo a Defesa Civil, cerca de 440 pessoas estão desabrigadas e recebem apoio para abrigo provisório em escolas da cidade.

Ao longo do dia, foram registradas 251 ocorrências, incluindo 20 soterramentos, número que pode aumentar, segundo a prefeitura. Empresas particulares também ajudam nas buscas e no atendimento às vítimas.

As aulas desta terça-feira foram suspensas nas escolas municipais. Houve deslizamentos, alagamentos e ruas interditadas. A população é orientada a evitar deslocamentos sem necessidade.

Rio da Ponte Vermelha transborando, na zona norte de Juíz de Fora | Reprodução PJFemAlerta
Rio da Ponte Vermelha transborando, na zona norte de Juíz de Fora | Reprodução PJFemAlerta

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), se pronunciou ao assinar o decreto de calamidade pública. “Considerando a gravíssima situação que a cidade enfrenta com chuvas intensas e persistentes, temos 584 milímetros acumulados neste período, o que faz deste fevereiro o mais chuvoso da história da cidade”, disse. O decreto permite receber recursos federais. “É uma situação extrema que exige medidas extremas.”

A prefeita pediu que as atividades na cidade sejam reduzidas. “A segurança é nossa maior preocupação. A vida é o mais importante. Estamos nos esforçando para socorrer as pessoas, garantir segurança e salvar vidas.”

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