Senacon notifica plataformas de e-commerce por venda de whey protein falsificado
Sites terão de remover anúncios de suplementos adulterados e apresentar medidas para coibir produtos ilegais vendidos por terceiros
Isabela Guimarães
Empresas deverão retirar anúncios do ar e informar quais medidas adotam para impedir venda de produtos adulterados por vendedores terceiros | Divulgação
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), notificou as plataformas Amazon, Magazine Luiza, Mercado Livre e Shopee por suspeita de comercialização de suplementos alimentares falsificados da marca Whey Gourmet.
As empresas deverão retirar os anúncios do ar e informar quais medidas adotam para impedir a venda de produtos adulterados por vendedores terceiros.
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A ação foi motivada por denúncia do deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE), que alertou para a continuidade da venda de suplementos adulterados na internet, mesmo após operações de apreensão.
O caso ganhou destaque após a Polícia Civil de Americana (SP) apreender cerca de quatro toneladas de produtos irregulares, entre creatina e whey protein, com falsificação de rótulos e reembalagem sem registro na Vigilância Sanitária.
Empresas que receberam notificação da Senacon se manifestaram por meio de notas. Leia:
Magalu:
"O Magalu informa que retira do ar os anúncios denunciados por inconformidade, após checagem e comprovação. Além disso, obriga seus sellers a emitir nota fiscal em 100% das transações realizadas em sua plataforma. A empresa possui também instrumentos de controle e revisão que garantem a conformidade de suas operações: uma política rígida de seleção de parceiros, listas restritivas de produtos, ferramentas de monitoramento contínuo e mecanismos com os quais fornecedores e marcas podem retirar um anúncio do ar quando identificarem produtos ilegais ou similares aos seus. A companhia atua fortemente junto ao movimento de combate à venda de produtos de origem irregular e/ou ilegal e foi uma das primeiras plataformas a adotar o Guia de Boas Práticas de Combate à Pirataria, criado em parceria com o CNCP/Senacon."
Shopee:
"Recebemos o ofício da Senacon e estamos em diálogo para atender todas as solicitações, o vendedor que foi alvo da investigação foi banido do aplicativo em setembro. A Shopee cumpre todas as regulamentações e leis brasileiras e exige que os vendedores da plataforma também estejam em conformidade.
Os anúncios passam por uma série de triagens, e os produtos que violam normas regulatórias ou nossa Política de itens Proibidos e Restritos são removidos e a loja penalizada para proteger os usuários da Shopee. Oferecemos também treinamentos para conscientizar os lojistas e auxiliá-los a cumprir todas essas regras, além de canais de denúncia para que consumidores, marcas e autoridades possam reportar possíveis violações."
As demais plataformas foram procuradas pelo SBT News, mas não enviaram resposta até a publicação desta reportagem. Espaço segue aberto.
Mercado Livre
"O Mercado Livre acompanha atentamente o caso e reforça seu compromisso permanente com a segurança e a integridade do ambiente de e-commerce. A empresa mantém interlocução contínua com as autoridades competentes e está colaborando com a Senacon, mediante a apresentação das informações e documentos a fim de esclarecer os questionamentos do órgão.
Reforçamos que o Mercado Livre têm mecanismos robustos de prevenção, monitoramento e denúncia para coibir a oferta de produtos que violem suas políticas internas ou a legislação vigente. A companhia atua de forma proativa na detecção e remoção de anúncios irregulares, resultado da combinação entre tecnologia avançada, com uso de inteligência artificial e machine learning, bem como equipes especializadas.
De acordo com o Relatório de Transparência mais recente, 99% das infrações identificadas na plataforma foram detectadas proativamente, reforçando o compromisso do Mercado Livre em oferecer um ambiente digital cada vez mais seguro e confiável."
Senacon notifica plataformas de e-commerce por venda de whey protein falsificadoSites terão de remover anúncios de suplementos adulterados e apresentar medidas para coibir produtos ilegais vendidos por terceirosBrasil2025-11-11T17:53:40.824ZA Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), notificou as plataformas Amazon, Magazine Luiza, Mercado Livre e Shopee por suspeita de comercialização de suplementos alimentares falsificados da marca Whey Gourmet. As empresas deverão retirar os anúncios do ar e informar quais medidas adotam para impedir a venda de produtos adulterados por vendedores terceiros. A ação foi motivada por denúncia do deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE), que alertou para a continuidade da venda de suplementos adulterados na internet, mesmo após operações de apreensão. O caso ganhou destaque após a Polícia Civil de Americana (SP) apreender cerca de quatro toneladas de produtos irregulares, entre creatina e whey protein, com falsificação de rótulos e reembalagem sem registro na Vigilância Sanitária. O que dizem plataformas notificadas Empresas que receberam notificação da Senacon se manifestaram por meio de notas. Leia: Magalu: "O Magalu informa que retira do ar os anúncios denunciados por inconformidade, após checagem e comprovação. Além disso, obriga seus sellers a emitir nota fiscal em 100% das transações realizadas em sua plataforma. A empresa possui também instrumentos de controle e revisão que garantem a conformidade de suas operações: uma política rígida de seleção de parceiros, listas restritivas de produtos, ferramentas de monitoramento contínuo e mecanismos com os quais fornecedores e marcas podem retirar um anúncio do ar quando identificarem produtos ilegais ou similares aos seus. A companhia atua fortemente junto ao movimento de combate à venda de produtos de origem irregular e/ou ilegal e foi uma das primeiras plataformas a adotar o Guia de Boas Práticas de Combate à Pirataria, criado em parceria com o CNCP/Senacon." Shopee: "Recebemos o ofício da Senacon e estamos em diálogo para atender todas as solicitações, o vendedor que foi alvo da investigação foi banido do aplicativo em setembro. A Shopee cumpre todas as regulamentações e leis brasileiras e exige que os vendedores da plataforma também estejam em conformidade. Os anúncios passam por uma série de triagens, e os produtos que violam normas regulatórias ou nossa Política de itens Proibidos e Restritos são removidos e a loja penalizada para proteger os usuários da Shopee. Oferecemos também treinamentos para conscientizar os lojistas e auxiliá-los a cumprir todas essas regras, além de canais de denúncia para que consumidores, marcas e autoridades possam reportar possíveis violações." As demais plataformas foram procuradas pelo SBT News, mas não enviaram resposta até a publicação desta reportagem. Espaço segue aberto. Mercado Livre "O Mercado Livre acompanha atentamente o caso e reforça seu compromisso permanente com a segurança e a integridade do ambiente de e-commerce. A empresa mantém interlocução contínua com as autoridades competentes e está colaborando com a Senacon, mediante a apresentação das informações e documentos a fim de esclarecer os questionamentos do órgão. Reforçamos que o Mercado Livre têm mecanismos robustos de prevenção, monitoramento e denúncia para coibir a oferta de produtos que violem suas políticas internas ou a legislação vigente. A companhia atua de forma proativa na detecção e remoção de anúncios irregulares, resultado da combinação entre tecnologia avançada, com uso de inteligência artificial e machine learning, bem como equipes especializadas. De acordo com o Relatório de Transparência mais recente, 99% das infrações identificadas na plataforma foram detectadas proativamente, reforçando o compromisso do Mercado Livre em oferecer um ambiente digital cada vez mais seguro e confiável."São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/senacon-notifica-plataformas-de-e-commerce-por-venda-de-whey-protein-falsificado