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Porto Alegre lidera índice de mortalidade por Aids no país

Especialistas alertam para epidemia da doença no Rio Grande do Sul; mulheres heterossexuais lideram diagnósticos

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SBT Brasil
13/07/2026, 02:14 • Atualizado em 13/07/2026, 02:14
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Porto Alegre é a cidade com maior índice de mortalidade por Aids no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2024, a capital gaúcha registrou 12 mortes pela doença a cada 100 mil habitantes, número quase três vezes superior à taxa nacional. A cidade também concentrou 43% de todas as notificações da doença no Rio Grande do Sul.

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De acordo com o Boletim Epidemiológico, neste período, foram diagnosticados 36.955 casos de Aids no Brasil, uma queda de 1,5% em relação ao ano anterior. Ao todo, 9.157 morreram em decorrência da doença no país em 2024, uma redução de 12,8%.

A Aids é o estágio avançado da doença causada pelo vírus HIV, que pode ser detectado e tratado antes que o quadro seja desenvolvido. Por isso, as principais ações de enfrentamento incluem a testagem frequente, o diagnóstico precoce, o tratamento imediato e a prevenção combinada - incluindo a 'PREP', uma profilaxia que previne o contágio pelo vírus.

"Não é mais como era 20 anos atrás, uma doença, uma sentença de morte praticamente. Mas, ainda assim, não é uma doença boa. Então, a ciência já fechou todo o círculo necessário para que a gente bloqueie completamente a epidemia. Só que falta o engajamento individual. Cada um tem que saber aonde o seu sapato aperta, o que é necessário para eles se proteger", afirma Dimas Kliemann, médico e presidente da Sociedade Gaúcha de Infectologia.

Ainda segundo o levantamento, a epidemia de Aids no Rio Grande do Sul atinge principalmente populações mais vulneráveis, com maior concentração em áreas periféricas do estado. A maioria dos casos é detectada em mulheres heterossexuais, e pessoas negras (62%) são as que apresentam diagnóstico mais tardio e maior mortalidade.

"A gente tem 50,1%, ou seja, mais da metade, são mulheres afetadas e, justamente, não são mulheres que a gente consegue encaixar num perfil de autorisco. São mulheres, às vezes, monogâmicas, muitas delas com um único parceiro à vida. Tudo isso mostra que a nossa percepção de risco está muito baixa, por isso, a epidemia segue crescendo. Então, a gente tem condições hoje de que qualquer pessoa possa se prevenir, independente de qualquer fator, independente do marido, do namorado, de estar solteiro, não estar solteira, seja essa pessoa homossexual ou heterossexual", alerta o médico.

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