Polícia investiga morte de sucuri de 6,5 metros em Bonito (MS)
Policiais disseram não ter encontrado marcas de tiro no animal, mas corpo passará por perícia nesta terça-feira (26) e, se for comprovada ação humana, pessoa pode ser punida por crime ambiental
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Camila Pergentino
26/03/2024, 00:21 • Atualizado em 26/03/2024, 00:21
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A Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul investiga a morte de uma cobra sucuri de 6,5 metros de comprimento em Bonito. O corpo do animal foi encontrado no domingo (24) às margens do Rio Formoso. De acordo com a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública, os policiais não encontraram sinais de tiros na sucuri, mas a cobra passará por uma perícia nesta terça-feira (26). Há suspeita de maus-tratos.
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O réptil era acompanhado por pesquisadores e tinha sido batizado de Anajulia. A cobra teve sua identificação confirmada pelo cinegrafista e fotógrafo Cristian Dimitris. A descoberta da morte do animal foi compartilhada por Dimitris nas redes sociais.
A Polícia Ambiental do Mato Grosso do Sul deslocou uma equipe para o local. Durante levantamentos iniciais, os agentes não localizaram perfurações ou indícios de que a cobra tenha sido morta a tiros.
O delegado titular da Polícia Civil de Bonito, Pedro Ramalho, afirmou: "Se for comprovado que a morte foi provocada pelo ser humano, essa pessoa irá responder por crime contra a fauna.” O crime ambiental tem pena de detenção de 6 meses a 1 ano mais multa que pode chegar R$ 500 mil.
Pesquisadores lamentam a morte
Cristian Dimitris, que já havia fotografado a sucuri durante expedições pela região, expressou indignação e tristeza pela perda do animal. Em uma nota, ele declarou: "Sinto que perdi uma amiga, um membro da família, um ser especial com quem passei muitos momentos especiais juntos. Só digo que isso não vai ficar assim, vamos investigar e ir atrás dessa pessoa. Ela terá que prestar contas à justiça".
A sucuri ganhou destaque em fevereiro deste ano ao ser filmada ao lado do biólogo holandês Frenk Vonk. Em nota, Vonk também expressou seu choque e tristeza com a morte da sucuri, destacando a importância do animal para a ecologia local.
“Um animal forte, uma sobrevivente que nadou nas águas de Bonito por décadas. Pelo que sabemos, ela estava saudável e no auge da sua vida. Nos próximos anos ela poderia ter cuidado de muitos descendentes. Uma vez que não há tantas destas espécies de cobras gigantes colossais nadando por aí, a perda para a biodiversidade (e esta espécie em particular) também é enorme”, lamentou o biólogo.
“Nunca vou esquecer o quanto foi especial passar tempo com ela no fundo do rio. Fiquei em total choque quando vi o quão grande ela era! Foi a maior cobra que já vi com os meus próprios olhos. Nadei ao lado dela pelo menos uma hora”, complementa.
Polícia investiga morte de sucuri de 6,5 metros em Bonito (MS)Policiais disseram não ter encontrado marcas de tiro no animal, mas corpo passará por perícia nesta terça-feira (26) e, se for comprovada ação humana, pessoa pode ser punida por crime ambientalBrasil2024-03-26T00:21:50.269ZA Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul investiga a morte de uma cobra sucuri de 6,5 metros de comprimento em Bonito. O corpo do animal foi encontrado no domingo (24) às margens do Rio Formoso. De acordo com a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública, os policiais não encontraram sinais de tiros na sucuri, mas a cobra passará por uma perícia nesta terça-feira (26). Há suspeita de maus-tratos. O réptil era acompanhado por pesquisadores e tinha sido batizado de Anajulia. A cobra teve sua identificação confirmada pelo cinegrafista e fotógrafo Cristian Dimitris. A descoberta da morte do animal foi compartilhada por Dimitris nas redes sociais. A Polícia Ambiental do Mato Grosso do Sul deslocou uma equipe para o local. Durante levantamentos iniciais, os agentes não localizaram perfurações ou indícios de que a cobra tenha sido morta a tiros. O delegado titular da Polícia Civil de Bonito, Pedro Ramalho, afirmou: "Se for comprovado que a morte foi provocada pelo ser humano, essa pessoa irá responder por crime contra a fauna.” O crime ambiental tem pena de detenção de 6 meses a 1 ano mais multa que pode chegar R$ 500 mil. Pesquisadores lamentam a morte Cristian Dimitris, que já havia fotografado a sucuri durante expedições pela região, expressou indignação e tristeza pela perda do animal. Em uma nota, ele declarou: "Sinto que perdi uma amiga, um membro da família, um ser especial com quem passei muitos momentos especiais juntos. Só digo que isso não vai ficar assim, vamos investigar e ir atrás dessa pessoa. Ela terá que prestar contas à justiça". A sucuri ganhou destaque em fevereiro deste ano ao ser filmada ao lado do biólogo holandês Frenk Vonk. Em nota, Vonk também expressou seu choque e tristeza com a morte da sucuri, destacando a importância do animal para a ecologia local. “Um animal forte, uma sobrevivente que nadou nas águas de Bonito por décadas. Pelo que sabemos, ela estava saudável e no auge da sua vida. Nos próximos anos ela poderia ter cuidado de muitos descendentes. Uma vez que não há tantas destas espécies de cobras gigantes colossais nadando por aí, a perda para a biodiversidade (e esta espécie em particular) também é enorme”, lamentou o biólogo. “Nunca vou esquecer o quanto foi especial passar tempo com ela no fundo do rio. Fiquei em total choque quando vi o quão grande ela era! Foi a maior cobra que já vi com os meus próprios olhos. Nadei ao lado dela pelo menos uma hora”, complementa.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/policia-investiga-morte-de-sucuri-de-6-5-metros-em-bonito-ms