Brasil

Chiquinho Brazão é alvo em ação contra desvio de emendas

PF investiga suposto esquema de desvio de recursos públicos no estado do Rio de Janeiro; STF autorizou prisões, buscas e bloqueio de R$ 100 milhões em bens

Avatar de Emanuelle Menezes
C
Emanuelle Menezes, com SBT Rio
O ex-deputado Chiquinho Brazão | Divulgação/Agência Câmara

O ex-deputado Chiquinho Brazão | Divulgação/Agência Câmara

O ex-deputado federal Chiquinho Brazão é alvo, na manhã desta quinta-feira (9), de uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares federais destinadas a organizações da sociedade civil (OSCs) no estado do Rio de Janeiro.

João Francisco Inácio Brazão e o irmão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Domingos Inácio Brazão, foram condenados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018. Os irmãos Brazão foram sentenciados a 76 anos e três meses de prisão.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

Os policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva nesta quinta, contra Raphael da Silva Gonçalves e Robson Calixto Fonseca, o "Peixe". Ex-assessor de Domingos Brazão, Peixe também havia sido condenado por participação nas mortes de Marielle e Anderson e já estava preso.

O Supremo Tribunal Federal (STF) também expediu 21 mandados de busca e apreensão na capital fluminense e autorizou o bloqueio de até R$ 100 milhões em bens e valores dos investigados. Chiquinho Brazão é alvo de buscas.

Segundo a PF, a investigação apura suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As apurações indicam que parte dos recursos destinados a entidades sem fins lucrativos, que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal, teria sido desviada por meio de pagamentos indevidos e do uso de empresas e pessoas interpostas para ocultar a origem e o destino do dinheiro.

A corporação também investiga indícios de superfaturamento, conluio entre empresas participantes de cotações de preços e inexecução de contratos firmados pelas organizações investigadas.

* Esta reportagem está em atualização.

Últimas notícias