Para analista político, eleitor de Bolsonaro não vê Ramagem como traidor
Aryell Calmon falou ao Poder Expresso sobre o apoio bolsonarista ao candidato à prefeitura do Rio de Janeiro (RJ). Deputado gravou conversa com ex-presidente
J
Jésus Mosquéra
A presença do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) no palanque apoiando o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) deverá render votos ao candidato. Essa é a conclusão do analista político Aryell Calmon, que participou da edição desta quarta-feira (17) do Poder Expresso, transmitido ao vivo pelo canal do SBT News no YouTube e pela Nordeste TV, no estado do Ceará.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Calmon analisou a relação entre Bolsonaro e Ramagem após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinar o fim do sigilo de uma gravação que, até então, estava sob domínio exclusivo da Polícia Federal. A gravação foi feita por Ramagem quando era diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), indicado ao cargo pelo então presidente Bolsonaro. O conteúdo estava em um computador pessoal, apreendido pela Polícia Federal no inquérito que investiga a suposta “Abin Paralela”.
Ramagem gravou a conversa que teve com Bolsonaro, com advogadas do senador Flávio Bolsonaro e com o então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno. A suspeita é de que o grupo tenha debatido formas de espionar adversários usando a estrutura da Abin. Após o fim do sigilo, Ramagem fez um vídeo dizendo que a gravação da conversa não tinha o objetivo de comprometer Bolsonaro, mas sim protegê-lo, caso o então presidente fosse vítima de “algum crime” durante a reunião.
Para Calmon, a gravação feita por Ramagem, aos olhos do eleitor, provavelmente não será interpretada como uma possível traição a Bolsonaro. Calmon avalia que, ainda que Bolsonaro e pessoas próximas tenham eventualmente se incomodado com a gravação, Ramagem tem o apoio público da família do ex-presidente nos seus planos de se tornar prefeito do Rio de Janeiro. Portanto, segundo Calmon, os motivos por trás da gravação tornam-se irrelevantes para o eleitor carioca de Bolsonaro, que seguirá o conselho do ex-presidente nas urnas.
Sintonia
Em vez de se dizer traído, Jair Bolsonaro tem mostrado fidelidade a Ramagem. Os dois, inclusive, gravaram um vídeo juntos, no qual Bolsonaro convida seus eleitores a comparecerem a um evento com Ramagem no próximo final de semana. Esse conteúdo, conforme análise de Calmon, é o que de fato valerá para os eleitores mais fiéis a Bolsonaro. O desafio para Ramagem, no entanto, é ganhar mais popularidade, por ser ainda estreante na política, sobretudo diante da larga vantagem do prefeito Eduardo Paes (PSD-RJ), que busca a reeleição e ocupa a primeira posição nas pesquisas eleitorais com mais da metade das intenções de voto.
Confira, seguir, a análise feita por Aryell Calmon:
Para analista político, eleitor de Bolsonaro não vê Ramagem como traidorAryell Calmon falou ao Poder Expresso sobre o apoio bolsonarista ao candidato à prefeitura do Rio de Janeiro (RJ). Deputado gravou conversa com ex-presidenteBrasil2024-07-17T23:40:07.474ZA presença do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) no palanque apoiando o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) deverá render votos ao candidato. Essa é a conclusão do analista político Aryell Calmon, que participou da edição desta quarta-feira (17) do Poder Expresso, transmitido ao vivo pelo canal do SBT News no YouTube e pela Nordeste TV, no estado do Ceará. Calmon analisou a relação entre Bolsonaro e Ramagem após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinar o fim do sigilo de uma gravação que, até então, estava sob domínio exclusivo da Polícia Federal. A gravação foi feita por Ramagem quando era diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), indicado ao cargo pelo então presidente Bolsonaro. O conteúdo estava em um computador pessoal, apreendido pela Polícia Federal no inquérito que investiga a suposta “Abin Paralela”. Ramagem gravou a conversa que teve com Bolsonaro, com advogadas do senador Flávio Bolsonaro e com o então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno. A suspeita é de que o grupo tenha debatido formas de espionar adversários usando a estrutura da Abin. Após o fim do sigilo, Ramagem fez um vídeo dizendo que a gravação da conversa não tinha o objetivo de comprometer Bolsonaro, mas sim protegê-lo, caso o então presidente fosse vítima de “algum crime” durante a reunião. Para Calmon, a gravação feita por Ramagem, aos olhos do eleitor, provavelmente não será interpretada como uma possível traição a Bolsonaro. Calmon avalia que, ainda que Bolsonaro e pessoas próximas tenham eventualmente se incomodado com a gravação, Ramagem tem o apoio público da família do ex-presidente nos seus planos de se tornar prefeito do Rio de Janeiro. Portanto, segundo Calmon, os motivos por trás da gravação tornam-se irrelevantes para o eleitor carioca de Bolsonaro, que seguirá o conselho do ex-presidente nas urnas. Sintonia Em vez de se dizer traído, Jair Bolsonaro tem mostrado fidelidade a Ramagem. Os dois, inclusive, gravaram um vídeo juntos, no qual Bolsonaro convida seus eleitores a comparecerem a um evento com Ramagem no próximo final de semana. Esse conteúdo, conforme análise de Calmon, é o que de fato valerá para os eleitores mais fiéis a Bolsonaro. O desafio para Ramagem, no entanto, é ganhar mais popularidade, por ser ainda estreante na política, sobretudo diante da larga vantagem do prefeito Eduardo Paes (PSD-RJ), que busca a reeleição e ocupa a primeira posição nas pesquisas eleitorais com mais da metade das intenções de voto. Confira, seguir, a análise feita por Aryell Calmon: São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/para-analista-politico-eleitor-de-bolsonaro-nao-ve-ramagem-como-traidor-1
Erika Hilton pode ser cassada? Entenda os próximos passos
Processo avança na Câmara; veja os próximos passos do caso e o risco de a deputada Erika Hilton perder o seu mandato e ficar inelegível por até oito anos