Política

“Como um único homem colocou o sistema financeiro do Brasil de joelhos?”, diz Damares sobre caso Master

Ao SBT News, senadora disse que a CAE apura se Daniel Vorcaro é o “cérebro” do esquema do Banco Master e quem está por trás da trama

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou nesta quinta-feira (12) que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado quer esclarecer como “um único homem” teria colocado o sistema financeiro brasileiro “de joelhos”, em referência ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. A senadora foi entrevistada pelo SBT News junto com o deputado Rogério Correia (PT-DF).

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Damares indicou também que o grupo de trabalho na CAE mira a identificação de outros atores da República que estariam por trás do caso. Ela, porém, pregou cautela nas perguntas que a comissão fará no depoimento do banqueiro depois do Carnaval por considerá-lo "habilidoso nas respostas".

“Nós queremos entender: essa figura, Vorcaro, para nós é muito emblemática. Como é que um único homem colocou todo um sistema financeiro no Brasil de joelhos? É possível que Vorcaro seja o cérebro, seja a cara. Então, nós queremos entender quem está por trás de tudo isso. Quem está envolvido nessa trama.”

Vorcaro tem dois depoimentos marcados no Congresso. O primeiro será no dia 24, na CAE, e o segundo no dia 26, na CPMI do INSS. O banqueiro pediu um reforço em sua segurança e também o direito de viajar em um jatinho privado para comparecer às oitivas em Brasília.

Impeachment de Toffoli

Embora adversários no espectro político, Damares e o Rogério Correia concordaram sobre a necessidade de um exame aprofundado dos indícios que apontam para uma relação de proximidade de Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Toffoli é o relator do caso que investiga fraudes no banco, liquidado em novembro do ano passado.

A senadora foi uma das pivôs do pedido de impeachment apresentado pelo Partido Novo mais cedo contra Toffoli.

Embora tenha pregado a presunção de inocência, o Correia reconheceu que as revelações encontradas no celular de Vorcaro precisam ser esclarecidas, e que uma eventual confirmação tornaria insustentável a permanência do ministro, tanto na relatoria do caso, como no lugar de ministro do Supremo.

"Se for confirmado, é evidente que ele próprio e o próprio Supremo não vai querer conviver com isso. Creio que nem haverá necessidade de impeachment. Mas, se ele insistir em permanecer, o impeachment é, sim, a última arma que nós temos para fazer valer o processo democrático e a moralidade no serviço público", afirmou Correia.

A pressão sobre Toffoli aumentou após a revelação de que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório com menções ao nome do ministro em conversas extraídas do celular de Vorcaro.

Em nota, Toffoli confirmou ser sócio da Maridt, empresa que vendeu participação no resort Tayayá a um fundo de investimentos ligado a Vorcaro. O ministro afirmou que a Lei Orgânica da Magistratura não proíbe participação societária, desde que não haja atuação na administração da empresa.

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